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quarta-feira, 14 de março de 2012

Matsá - Significado e simbologia.


O maior símbolo material da comemoração de Pessach, a páscoa judaica, é a Matsa, o pão não fermentado.
Durante oito dias substituímos nosso delicioso pãozinho francês por este crocante pão bíblico, fazendo com que nos recordemos do êxodo de nossos antepassados da escravidão egípcia, não somente na cabeça e no coração, mas também no estômago.

Os motivos desta substituição são três:

1-Relembrar o sofrimento de nossos antepassados:
Durante a escravidão nossos ancestrais eram alimentados pelos egípcios com a matsá, por se tratar de um alimento barato e fácil de se fazer. Por este motivo, a matsá também é chamada de pão da pobreza.

2-Cumprir o mandamento de comer o sacrifício pascal com Matsá e Maror – Ervas amargas:
-No Shabat – Sábado – anterior ao Êxodo, Moises informara ao povo de que em agradecimento aos milagres Divinos eles deveriam fazer a oferenda de um cordeiro, cuja carne deveria ser ingerida juntamente com ervas amargas e Matsá. Como é sabido, o sangue deste cordeiro foi passado nos batentes das portas dos filhos de Israel para que a praga da morte dos primogênitos não penetrasse em suas casas.

3-Recordarmos da pressa com a qual nossos pais bateram em retirada das terras do Nilo.
-Em seus últimos minutos de Egito, nossas tataravós estavam esperando pacientemente o fermentar da massa que prepararam para fazer pão. Devido a pressa, porem, tiveram que assar a massa antes de fermentar e o que foi que saiu do forno? A velha e conhecida Matsá!

Mensagem do Zohar - Kabbalah:
Vocês já perceberam que em sua essência o pão e a matsá são a mesma coisa?
Ambos são feitos exatamente pelos mesmos ingredientes: Agua e farinha!
Então qual é a diferença entre eles? A aparência, pois devido ao descanso de sua massa, que fermenta e cresce, o pão incha ao ser assado, enquanto a matsá, cuja massa é inserida no forno antes de fermentar, mantém o mesmo tamanho que tinha antes de ser assada, não aparentando ser nada mais do que realmente é!

Este é o ensinamento e a mensagem geral da comemoração de Pessach:
A verdadeira liberdade se alcança através da busca da essência e da simplicidade, que pautam os verdadeiros valores espirituais que devemos seguir, enquanto o culto à aparência e a superficialidade, vazios como o ar que incha o pão, nos escravizam fazendo-nos vítimas e servos dos prazeres descomedidos e da necessidade de impressionarmos as opiniões alheias.      
Para não cair no ritualismo vazio, que também escraviza: Questione, estude, sinta e cumpra!
Uma boa libertação! Pessach Casher VeSameach!
More Ventura! Judaísmo é atitude!   

terça-feira, 13 de março de 2012

Moises ou Michel Teló?


Ei você que está lendo!
É! Você mesmo!
Posso te pedir uma coisinha? Empresta-me um minutinho da sua imaginação?
Sim? Então vamos La: 1, 2, 3 e... Valendo!

Imagine se vivendo numa mansão, com um Porche, um Rolls Roys e uma Masserati  na garagem. 
Tvs led 3D do tamanho das paredes, Jacuzzis de mármore italiano com torneiras de ouro espalhadas por vários aposentos e ar condicionado em todos os ambientes.
Cozinhas equipadas com aparelhos de ponta, com os melhores chefs do mundo a sua disposição. 
Poltronas e sofás macios com massageadores embutidos, tapetes persas espalhados sobre o piso de madeira de cedro, músicos prontos para tocarem suas canções prediletas e empregadas à postos para satisfazerem os seus desejos. 
Helicópteros, navios, aviões, ilhas e viagens. Tudo! Tudo ao seu dispor. 
"Delícia! Delícia!" 

Agora Imagine se abrindo as janelas de seu deslumbrante quarto, após um "sábado" - ou qualquer outro dia - "na balada" e se deparando com a seguinte cena: Uma multidão de soldados gritando: "Ai se eu te pego", para crianças, adultos e idosos, machucados e sujos, para que trabalhem de forma desumana e cruel, de modo a sustentarem a sua vida de fortuna, prazeres e ostentação.
O que você faria?

-Ignoraria o sofrimento e a injustiça para com os trabalhadores?
-Jogaria a eles algumas moedas, de modo a amenizar a sua consciência?
-Ajudaria ativamente os pobres obreiros em nome da justiça e da bondade, mesmo sabendo que com isto poderia por em risco todo seu conforto e talvez até mesmo a sua própria vida?

Difícil a pergunta, não é?
"Assim você me mata!"

Não sei qual foi a sua resposta e nem você sabe a minha, mas a de Moises, nosso mestre, todos nós conhecemos: Abnegação, solidariedade e coragem!
Não foi a toa que ele se tornou o Grande líder, legislador e libertador do povo de Israel.

Por isso, quando for pensar em modelos, principalmente se for mãe ou pai, "Tome coragem" e esqueça se dos jogadores de futebol, BBBs e Michels Telós da vida... mas  nunca deixe de se lembrar... de nosso grande mestre Moises.


Vamos escolher melhor nossos modelos!
Pessach Sameach!
More Ventura! Judaísmo é atitude!!!

domingo, 11 de março de 2012

Pessach - o "dia das crianças"!

Pessach está chegando.
Na minha opinião e na de muitos, esta é a data mais marcante de nosso calendário.
A história que comemoramos, seu simbolismo, suas mensagens... Tudo é fantástico, mas o mais importante é a sua pedagogia!
-“Pedagogia de Pessach?!"
 Você acha que eu estou usando um termo contemporâneo demais para me referir a uma comemoração que data de vários milênios?”
Não! Pois por incrível que pareça, desde o texto da Torah, temos várias indicações de que o ponto mais importante desta comemoração é a transmissão da história e de seus valores aos nossos descendentes, aludindo inclusive ao fato de que devemos usar de linguagens diversas, de modo a atingirmos todos os nossos diferentes tipos de filhos! (moderno, não é?)

Justamente por causa da importância desta ênfase no aspecto pedagógico, nossos antigos sábios – de mais de 2000 anos atrás, montaram um fantástico enredo para ser seguido na ceia – onde símbolos, perguntas e até mesmo um caça tesouro, fazem com que a criança se sinta interessada e participe como agente central desta linda e poderosa comemoração.

Papai, mamãe e avós, ao comemorarem o seder não o façam de modo corrido e nem como se fosse uma cerimônia enfadonha. Preparem-se de antemão para que seu principal objetivo seja alcançado: A participação e a educação das crianças. 
Deste modo vocês perceberão que a religião, diferentemente do que muitos pensam, não é uma tradição enferrujada e sem sentido, e sim, uma fonte inesgotável de valores universais, como fé, abnegação, força de vontade e união, cada vez mais importantes em nossas vidas, na medida em que nossa juventude se afunda no materialismo e hedonismo descomedido!

Viva a religião espiritual, humanista e com sentido!
Viva Pessach!
More Ventura! Judaísmo e Atitude!!!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Purim "Só para adultos!"

Meu amigo Avraham Moishe de Jerusalém! Radical é a vó!


Apesar de estar super atarefado.... Preciso escrever sobre Purim e vai ser assim:
Direto ao assunto!
Quando falamos a respeito de algum acontecimento histórico não devemos nos esquecer do contexto, se não a historia pode ficar sem pé nem cabeça!

Veja o caso de Purim:
Você já pensou que o comportamento de Aman ao propor o extermínio de um povo inteiro só por que Mordechai se negara a curvar se para ele foi muito inconsequente para o ministro de um grande império como o Persa e que a pronta aceitação do rei Achashverosh foi mais inconsequente ainda?
Isso não faz a história parecer meio fictícia?

Então vamos aos fatos:
Vocês já ouviram falar dos Samaritanos?
Era um mix de vários povos que foi trazido para habitar o extinto reino do norte de Israel por seu conquistador Assírio, de modo a substituir a exilada população israelita.
Eles ganharam este nome, pois a capital de Israel se chamava Samária.
A rixa entre esta população e os judeus do reino do sul sempre foi grande, pois estes nunca consideraram os Samaritanos como parte de seu povo.

Quando o povo do reino de Judah – os judeus – foi exilado, décadas depois  para as terras da Babilônia, muitos samaritanos passaram a viver em seu território, ocupando assim os cargos de poder daquela região.
Passados setenta anos do exílio babilônico, o conquistador Persa, Coresh – Ciro – permitiu o retorno dos judeus para suas terras, de modo a reconstruírem Jerusalém e seu Templo.

Quando os judeus voltaram a Judá, adivinhem quem eles encontraram ali?
Os Samaritanos, que queriam impedi-los de reconstruírem o seu templo e sua cidade temendo perder o controle do lugar.
Para incrementar sua posição, os supra-citados inventaram algo ainda muito em voga: O “abaixo-assinado”, que fora assinado por vários líderes de povos vizinhos ao território de Judah.

Seu texto advertia o imperador Persa de que o fato de ele deixar o povo judeu reconstruir sua cidade e seu templo seria uma estupidez, pois conforme afirmava, os judeus eram notoriamente rebeldes e com suas fortalezas reconstruídas não perderiam a chance de se rebelarem contra seu domínio.

O imperador, (este lenga lenga passou por umas três gerações de imperadores), as vezes concordava e embargava a construção e as vezes, depois de receber alguma comitiva judaica bem articulada, voltava a permitir a obra.

Agora chegamos ao ponto:
A história de Purim se passou durante este período em que os samaritanos e os povos vizinhos a Judá nos acusavam de rebeldia.
Não devemos nos esquecer também de que o temor de rebeliões permeava o governo de Achashverosh devido ao alto numero de povos que ele subjugava, nada menos do que cento e vinte e sete!
A própria meguilá nos conta sobre dois guardas reais de origem estrangeira que tentaram matar o imperador.

Então amigos, perceberam ? Esta  era a situação:

-Um monte de gente acusando o povo judeu de rebeldia, uma batalha política em torno do templo e do controle de Jerusalém, receios de traições e assassinatos. Foi neste contexto que surgiu Mordechai  negando se curvar ao primeiro ministro, despertando assim seu temor de que se tratasse de uma conspiração judaica contra o império Persa. Daí para um decreto de extermínio foi um passo, (agora mais compreensível).

O final todos já conhecem... Aman foi enforcado e os judeus venceram seus inimigos!
Mas.... Para não ser semprígeno... vou citar um outro final e uma outra vitória pouco conhecida, porem trazida numa fonte famosa: O Talmud.

Perdida em uma de suas inúmeras páginas encontramos uma afirmação :
Alguns descendentes de Aman se converteram ao judaísmo e se tornaram professores de Torah para crianças na cidade de Bnei Brack em Israel...
Quer moleza?
Vai comer Oznei Aman!
Purim Sameach e desculpem não citar fontes, é lá pelo livro de Ezra e Nechemia... é que estou muito corrido!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Judaísmo - More Ventura conta Rabino Zusha e a roupa.


‎1. Daslu ? 2. Louis Vuiton ? 3. Chanel ? 4. Burberry ? 5. Armani ? 6. Gucci ? 7. Lacoste ? 8. 

Prada ? 9. Billabong 10 ?. Fred Perry ?

RABINO ZUSHA NELEEEEEEEEEEES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Clique e assista esta curta, porem bela historia !!!

JUDAISMO NÃO É MODINHA! JUDAISMO É ATITUDE!!!




A moça e o mendigo!



O Pirquei Avot - Ética dos pais - diz:
Al tistakel bakankan ela bema sheiesh bô!
Não olhe a garrafa, mas sim seu conteúdo!
Este é um dos ensinamentos desta linda história, simples e verídica.

A MOÇA E O MENDIGO!



domingo, 12 de fevereiro de 2012

Judaísmo - Recebi uma carta de Deus!

Amigo, você sabe o que é uma carta?
Carta é o e-mail de antigamente. Funcionava assim: Você pegava um papel, um lápis e digitava o conteúdo à mão. Ao invés de clicar no “Enviar”, você tinha que levá-la a uma “casinha” chamada correio, onde depois de selada e carimbada, ela viajava de trem ou de navio até chegar ao seu destino. Muitas vezes a pobrezinha se perdia, se atrasando ou até mesmo se perdendo no meio do caminho.
O que vou te contar agora amigo, é a história de uma estranha correspondência que enviei “sem querer” por um sistema muito mais rápido do que o das cartas e até mesmo do que o do e-mail e que foi respondida por dois remetentes ao mesmo tempo, sem nenhuma confusão ou extravio.
O caso foi assim. Certa manhã de inverno, enquanto estava na Yeshiva – seminário rabínico – em Jerusalém, depois de ler o salmo de número vinte e três em hebraico - O senhor é meu Pastor e nada me faltará - mandei a seguinte mensagem para nosso Querido e Amado Pai:
-Deus! Eu acho este salmo lindo, mas ainda não compreendo tão bem o hebraico. Eu gostaria tanto de ter uma tradução dele em português...
-Após mandar esta frase, voltei à leitura dos salmos. O dia era de neve forte, como não se via há quarenta anos. As ruas e as estradas estavam interditadas e as “águas tranqüilas” estavam congeladas, mas para o “Carteiro” com C maiúscula nem mesmo o “vale da morte” significa um obstáculo e, portanto minha mensagem foi enviada. Para onde? Para quem? Eu não tinha idéia...
Depois de uns sete dias, congelado feito um sorvete, após uma jornada de estudos Talmúdicos, entrei em meu quarto onde vi repousando sobre meu travesseiro uma carta:
-Ah! Que bom, meus pais escreveram! – Raciocinei satisfeito enquanto tirava meu chapéu e alisava a minha barba:
-Ué? Que estranho a carta veio de Jundiaí? Será que meus pais estão passando uns dias no sítio do tio Luiz? – Pensei após ver o endereço de origem da mesma.
-Mas a grande surpresa veio quando li o nome do remetente:
Elias dos Santos.
Este era o nome do caseiro do sítio, um senhor evangélico com quem eu passava horas a fio conversando sobre religião, valores e natureza, enquanto capinávamos as ervas daninhas que prejudicavam as plantações.
Com ele, com seus filhos e netos afro-descendentes, aprendi que o convívio entre pessoas de diferentes etnias e realidades só tem a contribuir para a nossa formação e evolução como seres humanos.
 Bem... Se o recebimento da carta me deixara feliz, agora que vi que ela era de Seu Elias, fiquei ainda mais empolgado e curioso com seu conteúdo, então fui logo abrindo e foi aí que a grande e maravilhosa surpresa se deu:
O pedido que eu fizera na gelada Jerusalém, há somente uma semana, atravessara a neve da cidade Santa, as águas tranqüilas do mediterrâneo e do Atlântico e chegara aos verdes pastos de Jundiaí:
A carta/resposta de Deus e do seu Elias dizia o seguinte:
“Meu querido amigo Gilberto, estou te enviando um salmo, guarde o em tua carteira para que te traga proteção. De seu amigo Elias”:

                                                
Está história, meu amigo leitor, me abriu os olhos para duas realidades profundas: A de que a fé na presença de Deus deve ser vivida de forma concreta e não somente suposta ou pregada e a de que por trás da diversidade cultural e religiosa que divide os seres humanos, existe uma unidade eterna e que deve ser cada vez mais revelada, pois é ela e somente ela que vai trazer a verdadeira paz a humanidade: A de que somos todos irmãos, filhos do mesmo Pai.

Shalom!
More Ventura! Judaísmo é atitude!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Judaísmo - Arrogância Após A Morte?



-Eu não fico nesta espelunca por nem mais um minuto!

-Mas senhor...

-Cala a tua boca mocinha! Não vou responder mais as suas questões. Minha secretária já fez o meu cadastro pelo site do hotel na semana passada. Alem disso, como é que uma ignorante como você, que deve viver colada numa televisão, vem me perguntar sobre meu trabalho?

-Desculpe-me senhor. Este questionário faz parte da ficha cadastral do hotel.

-Você não assiste Tv? Não lê colunas sociais? Não lê a revista Caras?

-Assisto, sim senhor, mas...

-È óbvio que está fingindo que não me conhece para que eu me sinta um Zé povinho como você, que só pode ser uma favelada semi-analfabeta, daquelas que fazem churrasco na laje e... Sabe de uma coisa? Eu não vou mais ficar aqui batendo boca com você.  Isto está me fazendo mal e sofro do coração. A partir deste momento eu só falo com o dono deste cortiço. Vou pedir para ele te mandar embora!

-Por favor, senhor, eu não fiz nada de errado. Se reclamar com o dono do hotel eu posso perder o meu emprego. Tenha piedade, o meu marido é cego e eu sustento ele e meus quatro filhos, um deles é tetraplégico e...

-Isto não é problema meu, mocinha! Três mendiguinhos a mais não farão diferença nenhuma e alem disso, se o tal do tetraplégico morrer... Vai ! Anda! Chame o proprietário. Estou muito nervoso, meu coração está acelerado e eu ...esto...est..

-O senhor está bem?
-Senhor? Senhor?

-Eu n~...

-Senhor?

-Rápido! Chamem a enfermeira! Chamem a ambulância!


Meio minuto depois

-Nome? Idade?

-Eu já disse que não respondo mais nada! Quero falar com o proprietário. Vocês quase me fizeram morrer de tão nervoso, mas eu já melhorei. Estou me sentindo muito leve e disposto, parece até que estou flutuando. Não vou ceder. Chamem o dono agora!

-Mas o senhor acabou de chegar aqui. O que foi que aprendeu em sua vida, hein?

-Como?! Acabei de chegar? Já estou aqui há uns quarenta minutos e... ei! O que está acontecendo? De onde vem este vapor? Não estou enxergando nada! Isso é ridículo! Agora este lixo de recepção está parecendo uma sauna! Chamem o dono agooooooooora!!!

Em menos de um segundo:

-Pois não, senhor? Sou o proprietário. Pode me responder somente uma pergunta? Prometo que será a última.

-Se me jurar que vai expulsar a recepcionista que me desprezou, eu responderei.

-Depois conversaremos sobre isso, ok ? Só me responda a seguinte pergunta: O que o senhor fez da sua vida?

-O que? Também vai querer me humilhar? Também vai fingir que não me conhece? Sou uma celebridade!

-Calma senhor! Eu sei o que o senhor FAZ. Sei que o senhor é muito rico e famoso, mas eu estou lhe perguntando outra coisa. Quero que me conte o que FEZ da sua vida. Quero saber a sua história.

-Ah... Agora a coisa mudou de figura. Se o senhor quer conhecer a minha história, então é diferente. Esta é uma pergunta de admirador, de fã. Pois bem, eu vou lhe contar, mas antes disso me diga por que tem tanto vapor por aqui e também o porquê de a iluminação estar tão forte, não consigo nem te enxergar, rapaz, será que daria para...

Meia hora depois:

-...E como eu ia dizendo, naquela que foi minha terceira mansão, eu mandei trocar as torneiras de prata por torneiras de ouro. As de prata mandei jogar no lixo. Ah ah ah! Voce tinha que ver a cara do pedreiro! É claro que ele queria pegar as torneiras para vender, mas eu não dei mole! Eu La tenho culpa que ele tenha feito mais filhos do que poderia sustentar? Ah ah ah! Ratos! Se multiplicam como ratos!

Uma hora depois:

-...E esta foi a trigésima vez que viajei a Mônaco, mas dessa vez eu não levei nada. Comprei tudo La mesmo, inclusive uma nova esposa. He He He! Estava tudo tão barato! Mas depois de um mês eu descartei a moça, achei uma melhor e mais em conta! A primeira já estava gasta! Eh eh eh!

-Uma hora e meia depois:

-Quinze jatos, trinta carros de luxo, dez hotéis, quatro esposas e oito amantes. Tive três presidentes da república em minhas mãos, sete governadores, generais e até mesmo altos funcionários do governo americano! O que o dinheiro não faz, não é mesmo meu amigo? Com ele adquirimos tudo o que desejamos, manipulamos as pessoas, nos promovemos, destruímos nossos inimigos, mudamos as leis e corrompemos os juízes.

No final das contas, meu caro, subornamos até mesmo Deus, através das doações que fazemos para as instituições de caridade. O senhor não viu a última revista Veja? Fui homenageado por líderes de várias religiões pelas esmolas que dei à populacha de uma favela qualquer. Nem sei qual Eh eh eh! Mal sabem eles que o dinheiro desta doação veio de “investimentos” meus na própria favela eh eh eh!... Bem, paremos por aqui! Ah ah! He he!

E você, mocinho? Alem de um hotel com sauna na recepção e com iluminação desregulada, o que mais você faz? Deve ser um novato nos negócios, não é? Me pareceu muito impressionado com o meu relato ke ke ! Alias, você nem se apresentou. Deve ter ficado surpreso em me ver por aqui. Se eu soubesse que se tratava de uma espelunca como essas não teria nem passado por perto, mas pelo menos para você deve estar sendo bom...
Está aprendendo alguma coisa comigo, não é moleque? Eh eh! Pegue um charutinho cubano, este é dos bons, deve valer um três mil. Eh eh! eh! Ah... e se quiser se dar bem nos negócios, também vai ter que falar mais duro, feito macho,por que esta sua voz suave não convence nem um anjinho, ke ke ke !
Agora quero que se apresente garoto! Fale me um pouquinho sobre você, mas não demore, pois não tenho muito tempo. Eh eh! Preciso ganhar dinheiro!

-Claro que tem tempo, meu filho! Alias, a partir de agora você terá tempo de sobra. Quanto ao seu pedido para que eu me apresente, sinto em dizê-lo, mas já venho tentando fazer isso desde que você nasceu.
 E sobre as minhas realizações...

-Mas afinal, quem é você  rapaz? E por que fica escondido aí atrás desta luz?

Quem sou Eu? Sou tudo o que você gostaria de ser:

-Ãh? Como assim? Eu sou lindo, sou rico, sou famoso, tenho os melhores carros, lindas mulheres e poder, muito poder! E você? Quem é hã? Diga!


-Eu sou Deus!

-Deus? Uau................Puxa vida! Eu... eu...Será que eu poderia lhe fazer uma humilde pergunta? É algo que me intriga desde que comecei a minha carreira profissional.

-É claro que pode!

-O que o senhor fez para conseguir chegar até aí?

-Até aqui onde?

-Até este cargo...

-Cargo?

-Sim, de Deus. É que eu também estou pensando em seguir esta carreira!


 O Zohar diz que quando uma pessoa morre, sua alma continua com as características adquiridas durante sua vida. Se era teimosa, continuará teimosa, se era generosa, assim seguirá, até absorver outros conhecimentos que a ajudem evoluir. Daqui vemos a importância de nossa vida física, pois a partir dela adquirimos feições que ficarão gravadas em nossas almas.  

Abraços! More Ventura!
Judaísmo é atitude!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Judaísmo - Mãe e Pai é Sagrado truta! Suaaave?


                                       
Há uma pá de tempo atrás, um dos rabinu mais irado, que se chamava Yehoshua, um tiozinho muito cabeça, gente fina e cheio de atitude tava meio grilado, por que ele tava sendo perseguido por um sonho muito sinistro.
É que toda noite, quando começava puxar um ronco, o rabino ouvia uma voz, mas não era uma voz normal, era tipo aquelas voz de cinema, com eco e tudo mais. Era sombrio, truta!
E sabe o que a voz dizia?


“Aeh rabino, quando cê apagar, tú vai ficar no paraíso junto com um Açougueiro chamado Nanas”.
Sei La Brow, eu até que dou uma confiança pra esses lance de sonho...
Aí! Depois de ter o mesmo sonho umas quatro vez, o rabinu se enfastiou e foi procurar o tal do Nanas. Ele ficou meio desamparado, por que parecia que o sonho era uma bronca... Fala sério meu irmão: Dizê que um mano ponta firme desses vai ficá do lado de um vendedô de frango quando chegá no paraíso... Mano! Só se for pra comê churrasco...


Mas vai sabê né? E se o tal do Nanas fosse um sábio que nem o rabinu?
Depois de rodá muito nas quebrada, o rabinu encontrou o Nanas num açougue e a esperança de que o cara fosse um sábio viro pó, por que logo deu pra vê que o mané era torto das idéia.
Depois de uns minuto o Nanas vazô do açougue pra dá uns rolê e o rabino fico na cola do vacilão pra vê o que ele ia fazê: O Nanas andando e o rabinu seguindo. Aí o rapaz entro num barraco, e o rabinu ficou de fora só de olho.


Cê tinha que vê Brow! Deu uns minuto e ozóio do rabinu começo a vazá! O véio fico mó emocionado!
E sabe por que? É que ele viu que La dentro da casa tava rolando mó ação! É que o Nanas tava cozinhando, dando de comê, lavando as loça... Tudu pros véio dele, Brow... Aí já viu né? O rabinu se tocou que o Nanas tambem era ponta firme e que ficá do lado dele no paraíso não era motivo de crise nao.
Aí foi só alegria, né? Quando o Nanas saiu do barraco o rabinu foi La, deu um abraço nele e mando a seguinte letra:


-“Suave Brow? Te vejo La do outro lado!”
-O Nanas não entendeu nada. Achô que o Rabinu era noiado e vazô.
O rabinu, contando essa parada pa nóis mais tarde, insinô que mais importante do que o cara sê sabido e cheio das idéia é respeitá os outro ser humano e principalmente os pais, por que pai e mãe é sagrado.... Certo?


Se liga aí no quinto mandamento Truta!!!
É nóis firme na Torah mano!!!
Té mais aí  Te vejo nas quebrada!



Fonte: "Seder Hadorot"
Suave? Mano Ventura!
Judaísmo é é é Atituuuude!
Um abraço especial pro mano Guigo Sipam! Rep de primeira!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Comentários de uma ex-criança sobre o "Pinheirinho."



                     


Comentários de uma ex-criança sobre a matéria de um jornal a respeito da “desocupação” da favela do Pinheirinho.

“Desocupação da favela do Pinheirinho deve ser concluída nesta quarta...”
Quando eu era pequeno, minha avó Raquel gostava de pegar pequenos pinhos que caiam dos pinheiros e usá-los como suporte para as velas do Shabat. Naquela época era isso que chamávamos de PINHEIRINHO.

“Está na etapa final o trabalho de demolição das casas...”
Quando eu era pequeno, enquanto esperava meu pai voltar do trabalho, eu sempre imaginava o quanto este devia ser construtivo e benéfico. Naquela época não poderia supor que um dia a palavra trabalho poderia ser associada à destruição de casas habitadas por adultos e crianças.

“A operação de derrubada das casas transcorre sem problemas com os ex-moradores. Poucos ainda acompanham os trabalhos.”
Quando eu era pequeno, chamava o escuro e o medo que eu tinha de fantasmas de grandes problemas. Não sei nem como chamaria a derrubada de nossa casa, ainda mais se estivesse acontecendo na minha frente e na frente de meus pais e irmãos.

“A polícia também apreendeu, dentro da favela, quatro veículos, entre eles uma motocicleta de luxo parcialmente desmontada.”
Quando era pequeno aprendi com meus pais que não podia concluir que um grupo de pessoas era mau só por causa do que uma minoria delas fazia. E também aprendi com minha fessora de matemática que para se roubar quatro veículos e uma moto, uma ou duas pessoas já seriam o suficiente!

“o terreno deverá ser entregue à massa falida da empresa Selecta, do ex-investidor Nagi Nahas.”
Quando era pequeno, ouvi pela primeira vez que um homem podia roubar muito dinheiro, mesmo sendo rico e chique e que depois de pagar para a polícia, podia ser “desculpado” de seus erros, deixando assim de ser preso e podendo voltar para sua luxuosa casa.


Quando eu cresci, aprendi que para liquidar suas dívidas, o homem que pagou para a polícia para poder voltar para sua casa, teve o direito de derrubar as casas de um monte de pais, mães e filhos que não tinham mais onde morar.

Quando eu cresci, aprendi que Pinheirinho não servia mais pra nome de enfeite...


Quando aprendi que Pinheirinho não podia mais ser nome de enfeite, aprendi eu que não podia mais ser criança...




More Ventura!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Judaísmo - Eu não sou senhor, eu sou Você!!!





-Caro Amigo, qual é o motivo da sua participação, como ativista judeu, no diálogo inter religioso?

-Diferentemente do que muitos imaginam, o motivo de minha participação no diálogo com outras comunidades não somente religiosas, mas também étnicas e sociais não se limita a busca de um convívio pacifico entre as pessoas e as comunidades, objetivo que por si só, já a justificaria.

-Então existe um motivo maior?

-Sim, para mim este diálogo é um dos modos mais eficazes de se revelar e de se lidar com a espiritualidade de forma autêntica e construtiva.

-O senhor pode explicar melhor esta idéia?

-Claro que sim: Eu não sou o senhor, eu sou você!

-Ah, me desculpe chamá-lo assim. É somente uma questão de respeito.

-Amigo você não me entendeu. Não estou reclamando do modo como se refere a mim, eu somente comecei a explicar a visão espiritual por trás do meu envolvimento no diálogo.

-Como assim? O senhor pode me explicar novamente?

-Claro que sim: “Eu não sou o senhor, eu sou você”:

-Puxa vida! Desculpe-me, é a força do costume. A Partir de agora eu vou prestar mais atenção e não vou chamá-lo de senhor.

-Então, como eu estava lhe explicando: “Eu não sou o senhor, eu sou você!”

-Mas... agora eu não chamei você de senhor!

-Amigo...  você ainda não me compreendeu:
-A origem de tudo o que existe no universo é Deus, o Criador, a partir do qual tudo emana.
Isto significa que por trás de toda a maravilhosa diversidade e variedade de elementos e indivíduos existente, há uma unidade inquebrantável, baseada na essência Divina que todos nós compartilhamos.
E foi isso meu amigo, que eu quis dizer com as palavras “Eu não sou o senhor, eu sou você”: A base do 
diálogo inter religioso é desfazer os preconceitos e as impressões erradas que classificam negativamente os indivíduos diferentes de nós, revelando que por trás da diversidade, do “eu”, do “você”e do “ele”, existe a bela e poderosa unidade do “Nós”, noção básica para a construção de uma sociedade verdadeiramente justa e fraterna.

Diálogo inter-religioso, inter-comunitário e inter tudo. Enfim... Diálogo! Apóie esta idéia!
More Ventura.

  



 



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Judaísmo - Campos de flores e Concentração Mental!


More Ventura e Ben Abraham, Ativista, escritor e sobrevivente do holocausto.
Hoje, dia 27 de Janeiro, é o dia internacional da memória do Holocausto.
Esta data foi escolhida por ter sido a do dia em que os prisioneiros foram libertados do campo de concentração de Aushwitz.

Hoje eu também quero libertar e me libertar, pois já estou farto de ficar acorrentado ao gueto e ao campo de concentração mental.

Desde criança tenho ouvido falar sobre a grande desgraça que foi o holocausto. A preservação desta memória é indispensável, porem se for feita de forma desequilibrada pode ter um alto preço: A transformação de um jovem confiante na vida, num refém do medo e da desconfiança, podendo redundar na formação de um xenófobo, resistente ao dialogo e descrente na possibilidade de transformação do ser humano.
Este resultado negativo é obtido quando toda a ênfase do estudo da Shoá, e das perseguições em geral, é colocada sobre a maldade dos algozes e sobre o sofrimento das vítimas.

Mas e se ao invés disso, colocarmos a ênfase também na resistência, na superação, na cooperação e por que não dizer, no arrependimento e na transformação?
Não estaríamos assim ajudando a formar indivíduos corajosos e positivos - porem não ingênuos - capacitados para trabalhar em prol de uma verdadeira transformação?

Não creio que a solução para o racismo e para o preconceito esteja em se desarmar, e de forma ingênua abrir os braços ao mundo como se não houvesse ameaças reais, porem não tenho dúvidas de que um dos agentes que mais contribuem para a cultura da violência e do ódio, são justamente aqueles que em nome do combate a estes não os tiram do foco e do centro das atenções, desviando assim os seres humanos da busca de alternativas positivas para a resolução destes problemas e para a construção de uma sociedade verdadeiramente fraterna.

Queridos amigos, vamos acordar! Vamos trilhar novos caminhos, nos libertando das correntes dos guetos e dos campos de concentração mentais e com coragem, força, inteligência e amor, vamos separar a concentração dos campos, deixando os campos para as flores e a concentração para o pensamento.
Abraços! More Ventura!



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Judaísmo - São Paulo, Mazal Tov!!!




Dia vinte e cinco de Janeiro, aniversário de São Paulo.
Acabei de voltar do “Açaí”, onde encontrei os meus amigos Benjamim e Vania Handfaz,  pais do Alexandre, meu amigo e aluno de Bar Mitzvah.
Entre pratos de Açaí e canudos de água de côco e ao som da torcida do timão que joga aqui perto no estádio do Pacaembu, os amigos me contaram uma história digna do aniversário de nossa cidade:
-A filha de nosso primo Jayme – Corinthiano roxo -  estava passeando com a sua avó, quando cruzou com outra dupla de avó e neto. A avó número dois, ao ver nossa priminha, não se conteve e disse:
-Puxa vida! Que menina linda! Loirinha de olhos azuis!
-Seu neto também é lindo – Respondeu a orgulhosa avó - Que lindos cabelos e olhos negros!
-Obrigada, ele é árabe puro!
-Árabe puro... Que maravilha! A minha netinha é judia pura!

-Em outros cantos do mundo este seria um possível ensejo para uma bela discussão, mas aqui em São Paulo, terra, ou melhor, asfalto de diversidade, é diferente:

-Pois então... Podemos acertar o casamento? – Disse a avó judia.
-Claro! Por que não? - Respondeu a avó árabe.
Após mais uns minutos de descontraída conversa, as duas se despediram com beijos e cumprimentos.
Alguns passos depois, nossa priminha, depois de se certificar de que já estava a uma distância segura do “primos árabes”, se dirigiu à avó com uma voz grave e expressando preocupação no olhar, disse:
-Vó! Como a senhora falou aquilo de eu me casar com ele? Você esqueceu o que a gente é? Ele é o contrário da gente!
-Você está falando isso por que ele é árabe?
-Não vovó! Você não viu a camiseta dele? Ele torce para o São Paulo!

Viva São Paulo! Viva o diálogo! Viva a Paz!
More Ventura!


Comente e compartilhe! Abraços!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Judaísmo - Dialogo inter religioso na OAB Santos.

Kaô Kabecilê! Salve Salve! Asé! Shalom! - Assim comecei minha...
...palestra na OAB do Guaruja sobre a importância do dialogo inter religioso e a cultura de Paz. O evento contou com a presença de varias lideranças religiosas e políticas. Muito obrigado aos amigos Dr Renato Azevedo, secretário do conselho de igualdade racial, Dr Roberto Luiz, Coordenador Especial das Políticas para a Promoção da Igualdade Racial. e Dr Antonio Carlos Arruda, Coordenador das políticas públicas para a população Negra e Indígena do Estado de São Paulo.
O público ouviu a palestra, demonstrando seu interesse através de vários comentários e perguntas sobre o combate a intolerância, judaismo e cultura de Paz.
Depois de minha participação o Dr Arruda fez uma emocionante fala sobre sua relação com a comunidade judaica, com a qual contou em varias de suas ações. Em especial ele falou a respeito de um lindo coral formado por crianças de diversas religioes e classes economicas que ele ajudou a formar e que treinava na sinagoga da Cip.
Alguns dos amigos fizeram observações a respeito de discriminações que vem sofrendo, principalmente em se tratando de praticantes das religiões de matriz africana. Existe muita ignorância e preconceito em relação a estas, o que tem redundado em violência e discriminação contra seus adeptos.
O amigo Dr Roberto Luiz fez um depoimento emocionante e emocionado sobre os desafios e superações que vivenciou - e vivencia -  no importante e valoroso trabalho que vem desempenhando na Coordenadoria Especial das Políticas para a Promoção da Igualdade Racial.

Amigos, o Brasil é abençoado por uma incrível multiplicidade de culturas e pela boa convivência entre seus integrantes. 
Não vamos deixar com que a ignorância e a falsa espiritualidade rompam com esta linda tradição! 
Reconhecendo o valor de cada ser humano vamos dialogar e construir pontes, dissipando assim os abismos da ignorância e constatando a simples e óbvia realidade de que somos todos filhos do mesmo Deus!
Temos em nosso país um potencial único de sermos um exemplo de cultura de Paz para o mundo, não vamos nos render ao fanatismo e a manipulação!
Shalom a todos! More Ventura!


recomendo: http://moreventura.blogspot.com/2012/01/torcidas-de-religiao.html

domingo, 22 de janeiro de 2012

Judaísmo também é ANIMAAAAAAAAL !!!



Hoje minha esposa e eu fomos à Avenida Paulista participar de uma manifestação contra os maus tratos aos animais.
Ultimamente tem pipocado na mídia uma quantidade crescente de notícias a respeito de agressões chocantes e cruéis aos indefesos bichinhos: Mutilações, queimaduras, espancamentos e etc.
Se por um lado, o motivo da manifestação era triste, por outro lado sentimos alegria e orgulho ao testemunharmos o tamanho e a empolgação da multidão, que de forma animada e civilizada, não parou de gritar palavras de ordem e de expressão de amor aos nossos companheiros de natureza.
Também tivemos o prazer, de juntamente com alguns amigos representantes de outras religiões, de expressarmos a importante mensagem de que a verdadeira espiritualidade deve envolver respeito e amor pela vida; Por TODO TIPO DE VIDA, inclusive a dos animais – O que deve se estender a natureza em geral.
A reação do público ao simples fato de ver um monje hindu, um bispo católico, dois judeus, um padre e um espiritualista, caminhando juntos em prol desta causa foi maravilhosa, fomos fotografados por centenas de pessoas de varias etnias e religões que não paravam de expressar sua felicidade em ver-nos unidos em prol dos bichinhos!
Outros fatos que me deixaram feliz foram:
Conhecer “ao vivo” cinco amigos do facebook.
Cumprimentar nossa correligionária Luiza Mel e seu marido Gilberto Zaborowsky com um Mazal Tov pelo casamento e pela convocação e organização da manifestação.
Receber uma infinidade de simpáticos cumprimentos de Shalom, de centenas de pessoas.
Expressar e por em prática, junto à sociedade maior, um importante aspecto de nossa religião, o do respeito ao meio ambiente e a todos os seres vivos, como forma de agradecer ao Criador pelo maravilhoso presente que nos deu: A natureza!
Judaismo é Atitude! (E também é .... Animaaaaaaaal!).
Abs! More Ventura!
Confira as fotos, comente e compartilhe!!!
Prof Waldemar Setzer, Dom Marcelo Rezende, Monje Mahesvara Kaitanya Das, More Ventura

More Ventura, Yitzchak Uriel Avraham, Monje Mahesvara, Dom Rezende, Elias de Andrade Pinto

Com a Apresentadora, ativista e organizadora da manifestação Luiza Mel.