O maior
símbolo material da comemoração de Pessach, a páscoa judaica, é a Matsa, o pão
não fermentado.
Durante
oito dias substituímos nosso delicioso pãozinho francês por este crocante pão
bíblico, fazendo com que nos recordemos do êxodo de nossos antepassados da escravidão
egípcia, não somente na cabeça e no coração, mas também no estômago.
Os motivos desta
substituição são três:
1-Relembrar o
sofrimento de nossos antepassados:
Durante a
escravidão nossos ancestrais eram alimentados pelos egípcios com a matsá, por
se tratar de um alimento barato e fácil de se fazer. Por este motivo, a matsá também
é chamada de pão da pobreza.
2-Cumprir o
mandamento de comer o sacrifício pascal com Matsá e Maror – Ervas amargas:
-No Shabat –
Sábado – anterior ao Êxodo, Moises informara ao povo de que em agradecimento aos
milagres Divinos eles deveriam fazer a oferenda de um cordeiro, cuja carne
deveria ser ingerida juntamente com ervas amargas e Matsá. Como é sabido, o
sangue deste cordeiro foi passado nos batentes das portas dos filhos de Israel
para que a praga da morte dos primogênitos não penetrasse em suas casas.
3-Recordarmos
da pressa com a qual nossos pais bateram em retirada das terras do Nilo.
-Em seus
últimos minutos de Egito, nossas tataravós estavam esperando pacientemente o
fermentar da massa que prepararam para fazer pão. Devido a pressa, porem,
tiveram que assar a massa antes de fermentar e o que foi que saiu do forno? A
velha e conhecida Matsá!
Mensagem do Zohar - Kabbalah:
Vocês já perceberam
que em sua essência o pão e a matsá são a mesma coisa?
Ambos são
feitos exatamente pelos mesmos ingredientes: Agua e farinha!
Então qual é
a diferença entre eles? A aparência, pois devido ao descanso de sua massa, que fermenta
e cresce, o pão incha ao ser assado, enquanto a matsá, cuja massa é inserida no
forno antes de fermentar, mantém o mesmo tamanho que tinha antes de ser assada,
não aparentando ser nada mais do que realmente é!
Este é o
ensinamento e a mensagem geral da comemoração de Pessach:
A verdadeira
liberdade se alcança através da busca da essência e da simplicidade, que pautam
os verdadeiros valores espirituais que devemos seguir, enquanto o culto à aparência
e a superficialidade, vazios como o ar que incha o pão, nos escravizam
fazendo-nos vítimas e servos dos prazeres descomedidos e da necessidade de
impressionarmos as opiniões alheias.
Para não
cair no ritualismo vazio, que também escraviza: Questione, estude, sinta e
cumpra!
Uma boa
libertação! Pessach Casher VeSameach!
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Ventura! Judaísmo é atitude!