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domingo, 25 de março de 2012

Milagres Acontecem!


Guerra Santa!
Mais um sanguinário governante usando sinicamente o poder bélico e a falsa religião para manipular, através do medo e do ódio, enormes multidões, impondo sobre elas sua visão de mundo megalomaníaca e cruel.
Mais um anjo da morte apontando suas sangrentas e mortíferas armas para a população civil de Israel, não se importando em distinguir soldados de idosos e de indefesas crianças de colo.
Qual será o resultado? Um massacre? Um banho de sangue?  
Mísseis preparados.
Discursos inflamados disparados.
Alianças costuradas.
Corações disparados.
Respirações ofegantes e um botão apertado: Fogo!
Dez botões apertados:
Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo!
Vinte:
Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo!
Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo!
Trinta:
Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo!
Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo!
Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo! Fogo!
Trinta e nove vezes o botão fora apertado...
E o resultado: Pânico! Incêndios! Ruínas! Fumaça e...

1-    ...Uma pobre mãe chorando, encontrando forças para continuar viva, pelo menos até o enterro do filho.
Seu bebê estava no abrigo subterrâneo quando este fora atingido por um míssil. Ela escapara, mas o bebê ficara soterrado. Agora, só lhe restava achar o cadáver e enterrar o fruto de seu ventre.

2-    ...Um prédio com centenas de moradores fora atingido por um míssil. Os moradores haviam sido avisados de que não deveriam descer ao abrigo subterrâneo, pois havia suspeita de que o míssil abrigasse componentes químicos letais. No final, o prédio e seu bunker foram ambos destruídos.

3-    ...Uma das grandes centrais de gás de Tel Aviv fora atingida por um míssil. O resultado foi obviamente indescritível.

4-    Dezenas de prédios e casas foram destruídos, escombros e ruínas para todos os lados, hospitais lotados e... e o bebe.....

O bebê foi achado e ele estava vivo!
Como assim?
Uma das colunas que sustentavam a casa onde o bebê se encontrava, se soltou com o abalo causado pelo míssil, caindo justamente sobre o batente de aço da porta do bunker, que também se soltara com a explosão, formando uma perfeita cobertura, a qual protegera o bebê até a chegada dos bombeiros que sob as palmas e lágrimas dos curiosos, o devolveram à exultante mãe!

E os moradores do prédio?
Se salvaram por um erro:
-Minutos antes do soar da sirene alertando sobre a iminente chegada do míssil, um boato enganoso, dizendo que os moradores deveriam descer ao bunker fora espalhado. Ao constatarem que este estava trancado, os aflitos moradores, se refugiaram no bunker do condomínio vizinho, que escapara da mortífera explosão.

-E a central de gás?
Dias antes de ser atingida, a central havia sido fechada para reformas, justamente por ter sido alvo de um vazamento. Por isso o estrago causado pelo míssil fora mínimo, indescritível perto do que teria sido se o gás não tivesse escapado!

Em relação as casas destruídas, ruínas e hospitais lotados, devo afirmar que tudo isso realmente aconteceu, porem as mortes e o banho de sangue previstos foram evitados nestes e em dezenas de outros casos que não cabem nesta página, pelas mesmas mãos que trancaram a porta de acesso do bunker do prédio atingido, que fizeram vazar o gás na central de Tel Aviv, dias antes do ataque e que apoiaram a coluna sobre o batente da porta salvando o pequeno bebê.

E aí, meu amigo? de quem você acha que são estas mãos?

Do mesmo autor do versículo bíblico que cita as últimas palavras do Faraó, antes de se afogar no Mar vermelho, após este se fechar sobre ele e sobre seus soldados!
Veja com seus olhos:
“E disse o inimigo, perseguirei, alcançarei, dividirei os despojos, meu espírito se encherá deles, desembainharei minha espada...”
Este versículo, segundo a nossa tradição, contem vários segredos sobre a história do povo judeu:
Um deles está nas letras iniciais de suas palavras:

As cinco primeiras letras de suas 5 primeiras palavras, coincidem: São todas Aleph, que pode ser compreendida também como Eleph, significando 1000. Somando as, temos o número 5000.

A sexta palavra deste versículo começa com a letra shin, que representa o número 300, a sétima começa com a letra tav, que vale 400, a oitava começa com Nun, que vale 50e a nona começa com Aleph, que aqui é contada por seu valor convencional: 1.

No total, somando as letras iniciais das palavras deste versículo, que fala sobre a salvação do povo de Israel das mãos do Faraó, obtemos o numero 5751, que é o número do ano da primeira guerra do Iraque, situação na qual todos os milagres citados anteriormente aconteceram!

E quer mais? Este código de letras que somam o número do ano de 5751, terminam justamente na palavra desembainhar, que em hebraico se diz Arik. Trocando a ordem das letras desta palavra, que palavra obtemos? Irak! O nome do país do agressor da vez!

Alem dos fatos que contei, muitos outros marcaram esta guerra, um deles foi o numero de "morto", diretamente por causa de mísseis - Apenas um - foram 39 mísseis! -  e a insistência de vários grandes rabinos em repetir que o lugar mais seguro do mundo continuava sendo Israel e que ali nada aconteceria.

Mais uma "coincidência"? 
No mesmo dia que marcara a rendição por parte do Iraque, nós comemoramos um salvação muito mais antiga e na minha opinião, menos miraculosa: A da história de Purim!
Adivinhem como festejamos em Israel a festa de Purim daquele ano?
Com as mascaras anti gás letal, usadas dias antes daquela nossa vitória sobre mais um derrotado Aman!

More Ventura! Judaismo é Atitude e Fé!


Ps: Que tenhamos muitos milagres, sem precisarmos de guerra!
      Que vivenciemos e participemos do maior e do mais esperado milagre da história: O estabelecimento Eterno da Paz entre os Seres humanos!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Shabat - O templo do Tempo.


A parashá desta semana nos ensina a respeito da construção do Mishkan, o templo portátil que acompanhou o povo de Israel em sua jornada de quarenta anos pelo deserto, rumo à terra prometida.
No início da parashá porem, ainda antes de discorrer sobre sua construção, Moises relembrou o povo a respeito da proibição de se trabalhar no Shabat, fazendo surgir a seguinte pergunta:

Por que ensinar novamente esta lei que já havia sido ensinada?
E por que ela foi repetida justamente nesta parashá?
O Talmud responde que ao juntar estes dois assuntos – Shabat e Mishkan -  a Torah teve como objetivo nos revelar que os trabalhos os quais devemos evitar no primeiro são exatamente aqueles que foram necessários para se construir o segundo.

E qual é a relação entre os dois?
De acordo com o midrash, o tabernáculo é uma maquete simbólica do mundo, logo, de modo conceitual, as obras necessárias para a construção de ambos seriam semelhantes.
Portanto, quando deixamos de fazer as ações ligadas a construção do Mishkan, imitamos o “cessar obras” de Deus após os 6 primeiros dias da criação, lembrando nos do Seu “descanso” e da sua santificação do mundo material através da benção espiritual do dia do Shabat.

Que possamos compreender e vivenciar o fato de que as limitações impostas neste dia nada mais são do que uma libertação do mundo material, que é limitado por definição, impelindo nos a adentrar na dimensão espiritual, que é livre e ilimitada por essência, construindo assim, em cada um de nós, o maior e mais sagrado de todos os templos: O templo interno de cada ser humano!
Shabat Shalom!
More Ventura! Judaísmo é atitude e espiritualidade!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Eu num protesto contra mim mesmo!


No ano passado, num dia chuvoso e acinzentado, ao caminhar em um dos lugares que mais gosto na nossa cidade, a avenida Paulista, passei na frente de um ato pró revolução no Egito, na frente do edifício da Gazeta

Naquele momento, uma líder de um grupo que se auto intitulava de extrema esquerda esbravejava ao microfone, dizendo que temia que a revolução popular egípcia fosse seqüestrada pela burguesia.
Sugeri, de lado, que ela expressasse o mesmo temor em relação aos fundamentalistas islâmicos. A jovem me ignorou.
Quando ela terminou seu discurso, fui lhe dar os parabéns por seu "ânimo e eloquência".
Depois dos salamaleques iniciais perguntei o por que de ela não ter citado o fundamentalismo islâmico como um potencial “seqüestrador” da revolução e ela, ao invés de responder, me perguntou:
-De onde você é ?
-Sou Brasileiro - Respondi - Faço parte da comunidade judaica e inclusive, acho alguns dos verdadeiros ideais socialistas bem interessantes !
Ela me olhou surpresa e se adiantando um pouco em suas conclusões disparou :
-Uau ! Eu não sabia que existiam judeus de esquerda !
-Depois de envergonhá-la por ter dito tal absurdo, (citando célebres judeus esquerdistas), começamos a ouvir palavras de ordem da “torcida” sentada nas escadarias do edifício: 
-“Olé ola, Israel a tua hora vai chegar !”, sobre as quais eu emendei:
-Pois é... Mesmo com a existência de muitos judeus simpatizantes dos ideais de esquerda, vai ser difícil vê-los por aqui, pois normalmente este tratamento “diferenciado” que vocês dão a Israel não costuma atrair muitos israelitas. 
Eu mesmo, como filho de Egípcio, (que fugiu do Egito devido aos ataques dos “irmãos muçulmanos"), gostaria talvez, de estar manifestando meu apoio junto com vocês, mas o que posso fazer se não me sinto muito a vontade por aqui...
(Naqueles dias eu ainda não sabia no que daria aquela revolução...)
Ainda sob o raivoso canto da torcida, disse a ela que se o ideal destas pessoas fosse o "no Countries" e o "no religion", eu não concordaria, mas entenderia, porem eu só estou ouvindo o "no Israel" !  
E o Irã? E a Arábia Saudita? Por que não se manifestam também contra eles ? Por que não se manifestam contra os massacres na Síria contra os próprios árabes? Por que não se manifestam contra a violenta opressão às mulheres, missionários cristãos e homossexuais nos países e territórios fundamentalistas? 
No final de nosso "bate papo", falei à "corajosa líder" que eu não tinha medo nenhum de dialogar e ofereci meu e-mail a ela, recebendo o dela como troco.
Na mesma noite lhe enviei uma mensagem e assim o fiz por mais três vezes, mas a moça nunca respondeu... Por que será?


Pseudo pacifistas, respondam me, por favor:
Aonde reside a verdadeira coragem ? Nas bravatas, ofensas e discursos inflamados ou na disposição de se ter um conversa franca"cara a cara" ?
Aonde está a verdadeira busca pela paz?
Nas condenações dirigidas somente a Israel, mal disfarçando o velho ranço anti semita, ou na crítica a todos os abusos e violências e na busca equilibrada de diálogo e soluções?
Bem, aí vai minha mensagem para vocês, mocinhas e moções pseudo humanistas e pseudo pacifistas:  Parem de gritar e ameaçar...Já que vocês são tão corajosos, venham.......
Dialogar!
More Ventura! Judaísmo é atitude!!!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Matsá - Significado e simbologia.


O maior símbolo material da comemoração de Pessach, a páscoa judaica, é a Matsa, o pão não fermentado.
Durante oito dias substituímos nosso delicioso pãozinho francês por este crocante pão bíblico, fazendo com que nos recordemos do êxodo de nossos antepassados da escravidão egípcia, não somente na cabeça e no coração, mas também no estômago.

Os motivos desta substituição são três:

1-Relembrar o sofrimento de nossos antepassados:
Durante a escravidão nossos ancestrais eram alimentados pelos egípcios com a matsá, por se tratar de um alimento barato e fácil de se fazer. Por este motivo, a matsá também é chamada de pão da pobreza.

2-Cumprir o mandamento de comer o sacrifício pascal com Matsá e Maror – Ervas amargas:
-No Shabat – Sábado – anterior ao Êxodo, Moises informara ao povo de que em agradecimento aos milagres Divinos eles deveriam fazer a oferenda de um cordeiro, cuja carne deveria ser ingerida juntamente com ervas amargas e Matsá. Como é sabido, o sangue deste cordeiro foi passado nos batentes das portas dos filhos de Israel para que a praga da morte dos primogênitos não penetrasse em suas casas.

3-Recordarmos da pressa com a qual nossos pais bateram em retirada das terras do Nilo.
-Em seus últimos minutos de Egito, nossas tataravós estavam esperando pacientemente o fermentar da massa que prepararam para fazer pão. Devido a pressa, porem, tiveram que assar a massa antes de fermentar e o que foi que saiu do forno? A velha e conhecida Matsá!

Mensagem do Zohar - Kabbalah:
Vocês já perceberam que em sua essência o pão e a matsá são a mesma coisa?
Ambos são feitos exatamente pelos mesmos ingredientes: Agua e farinha!
Então qual é a diferença entre eles? A aparência, pois devido ao descanso de sua massa, que fermenta e cresce, o pão incha ao ser assado, enquanto a matsá, cuja massa é inserida no forno antes de fermentar, mantém o mesmo tamanho que tinha antes de ser assada, não aparentando ser nada mais do que realmente é!

Este é o ensinamento e a mensagem geral da comemoração de Pessach:
A verdadeira liberdade se alcança através da busca da essência e da simplicidade, que pautam os verdadeiros valores espirituais que devemos seguir, enquanto o culto à aparência e a superficialidade, vazios como o ar que incha o pão, nos escravizam fazendo-nos vítimas e servos dos prazeres descomedidos e da necessidade de impressionarmos as opiniões alheias.      
Para não cair no ritualismo vazio, que também escraviza: Questione, estude, sinta e cumpra!
Uma boa libertação! Pessach Casher VeSameach!
More Ventura! Judaísmo é atitude!   

terça-feira, 13 de março de 2012

O Padre (e o rabino ) de Heliópolis!!!

Ha um mês atrás fui convidado para participar de um programa em Israel, junto com três padres brasileiros. O programa tinha como intuito incrementar o diálogo judaico-cristão, visando uma cultura de Paz.
A primeira e única reunião antes da nossa viagem fora marcada para acontecer num apartamento localizado no bairro dos Jardins, mas devido a outros compromissos acabei chegando quando os padres já estavam saindo do prédio. Inconformado, propus uma segunda reunião, que teria que acontecer naquele mesmo momento. Na falta de um lugar mais adequado, propus o.... Boteco da esquina!
Depois da resposta positiva e de alguns segundos de "estudo do adversário", vieram horas de bate papo, trocas de experiências e piadas recheadas com uns pingado e uns "pãozinho com manteiga".
Em poucos minutos o diálogo virou conversa que virou bate papo, que virou amizade!
(A cerveja foi só pra foto!)
                            

Num certo momento perguntei a cada um onde morava, ao que o Padre Pedro, (o da camisa preta), respondeu:
-Eu moro no Ipiranga, mas quando voltar de Israel vou me mudar para Heliópolis!
-Você conhece Heliópolis Ventura? - Perguntou me o padre, certo de que ouviria uma resposta negativa!
-Eu que te pergunto padre - Respondi sorridente.
-Ainda não conheço, mas quando voltar eu...
-Não se preocupe, meu amigo - respondi interrompendo sua fala- quando a gente voltar eu vou te apresentar a moçada de Helipa... Vou te levar pras quebradas!
Neste momento os três padres se entreolharam e me olharam espantados:
-"Será que é verdade?" Pensaram eles.
-Depois de explicar-lhes que minha esposa Jacqueline participa como atriz do Cine Favela de Heliópolis e que realmente somos da turma, ou seja, somos 100% Heliópolis, os três amigos caíram na gargalhada dizendo:
-"Ter uma conversa como estas com um rabino num bar já foi demais, mas ouvir que ele vai apresentar a galera de Heliópolis para o Padre já é muita quebra de paradigmas pra nossa cabeça!"

Alguns dias depois em Israel....

Parecia tudo esquecido: A reunião no boteco e a história de Heliópolis tinham ficado pra trás!

Era tudo brincadeirinha não era?



NÃÃÃÃÃÃÃÃO!!!!!!!!! ERA TUDO VERDAAAADE E OLHA PARA ONDE EU LEVEI O PADRE PEDRO ALGUNS DIAS DEPOIS DE NOS DESPEDIRMOS EM JERUSALEM:

                         

FAZER UM LEHAIM, (TIM-TIM), NO CINE FAVELA, SITUADO NO CORAÇÃO DE HELIPA!!!

                                               

Diálogo inter religioso, inter social e inter Tudo!
Enfim.... Diálogo!
DEIXA O PRECONCEITO PRA LA E VENHA PARTICIPAR!

JUDAÍSMO É ATITUDE!
MORE VENTURA!


segunda-feira, 12 de março de 2012

domingo, 11 de março de 2012

Pessach - o "dia das crianças"!

Pessach está chegando.
Na minha opinião e na de muitos, esta é a data mais marcante de nosso calendário.
A história que comemoramos, seu simbolismo, suas mensagens... Tudo é fantástico, mas o mais importante é a sua pedagogia!
-“Pedagogia de Pessach?!"
 Você acha que eu estou usando um termo contemporâneo demais para me referir a uma comemoração que data de vários milênios?”
Não! Pois por incrível que pareça, desde o texto da Torah, temos várias indicações de que o ponto mais importante desta comemoração é a transmissão da história e de seus valores aos nossos descendentes, aludindo inclusive ao fato de que devemos usar de linguagens diversas, de modo a atingirmos todos os nossos diferentes tipos de filhos! (moderno, não é?)

Justamente por causa da importância desta ênfase no aspecto pedagógico, nossos antigos sábios – de mais de 2000 anos atrás, montaram um fantástico enredo para ser seguido na ceia – onde símbolos, perguntas e até mesmo um caça tesouro, fazem com que a criança se sinta interessada e participe como agente central desta linda e poderosa comemoração.

Papai, mamãe e avós, ao comemorarem o seder não o façam de modo corrido e nem como se fosse uma cerimônia enfadonha. Preparem-se de antemão para que seu principal objetivo seja alcançado: A participação e a educação das crianças. 
Deste modo vocês perceberão que a religião, diferentemente do que muitos pensam, não é uma tradição enferrujada e sem sentido, e sim, uma fonte inesgotável de valores universais, como fé, abnegação, força de vontade e união, cada vez mais importantes em nossas vidas, na medida em que nossa juventude se afunda no materialismo e hedonismo descomedido!

Viva a religião espiritual, humanista e com sentido!
Viva Pessach!
More Ventura! Judaísmo e Atitude!!!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Purim "Só para adultos!"

Meu amigo Avraham Moishe de Jerusalém! Radical é a vó!


Apesar de estar super atarefado.... Preciso escrever sobre Purim e vai ser assim:
Direto ao assunto!
Quando falamos a respeito de algum acontecimento histórico não devemos nos esquecer do contexto, se não a historia pode ficar sem pé nem cabeça!

Veja o caso de Purim:
Você já pensou que o comportamento de Aman ao propor o extermínio de um povo inteiro só por que Mordechai se negara a curvar se para ele foi muito inconsequente para o ministro de um grande império como o Persa e que a pronta aceitação do rei Achashverosh foi mais inconsequente ainda?
Isso não faz a história parecer meio fictícia?

Então vamos aos fatos:
Vocês já ouviram falar dos Samaritanos?
Era um mix de vários povos que foi trazido para habitar o extinto reino do norte de Israel por seu conquistador Assírio, de modo a substituir a exilada população israelita.
Eles ganharam este nome, pois a capital de Israel se chamava Samária.
A rixa entre esta população e os judeus do reino do sul sempre foi grande, pois estes nunca consideraram os Samaritanos como parte de seu povo.

Quando o povo do reino de Judah – os judeus – foi exilado, décadas depois  para as terras da Babilônia, muitos samaritanos passaram a viver em seu território, ocupando assim os cargos de poder daquela região.
Passados setenta anos do exílio babilônico, o conquistador Persa, Coresh – Ciro – permitiu o retorno dos judeus para suas terras, de modo a reconstruírem Jerusalém e seu Templo.

Quando os judeus voltaram a Judá, adivinhem quem eles encontraram ali?
Os Samaritanos, que queriam impedi-los de reconstruírem o seu templo e sua cidade temendo perder o controle do lugar.
Para incrementar sua posição, os supra-citados inventaram algo ainda muito em voga: O “abaixo-assinado”, que fora assinado por vários líderes de povos vizinhos ao território de Judah.

Seu texto advertia o imperador Persa de que o fato de ele deixar o povo judeu reconstruir sua cidade e seu templo seria uma estupidez, pois conforme afirmava, os judeus eram notoriamente rebeldes e com suas fortalezas reconstruídas não perderiam a chance de se rebelarem contra seu domínio.

O imperador, (este lenga lenga passou por umas três gerações de imperadores), as vezes concordava e embargava a construção e as vezes, depois de receber alguma comitiva judaica bem articulada, voltava a permitir a obra.

Agora chegamos ao ponto:
A história de Purim se passou durante este período em que os samaritanos e os povos vizinhos a Judá nos acusavam de rebeldia.
Não devemos nos esquecer também de que o temor de rebeliões permeava o governo de Achashverosh devido ao alto numero de povos que ele subjugava, nada menos do que cento e vinte e sete!
A própria meguilá nos conta sobre dois guardas reais de origem estrangeira que tentaram matar o imperador.

Então amigos, perceberam ? Esta  era a situação:

-Um monte de gente acusando o povo judeu de rebeldia, uma batalha política em torno do templo e do controle de Jerusalém, receios de traições e assassinatos. Foi neste contexto que surgiu Mordechai  negando se curvar ao primeiro ministro, despertando assim seu temor de que se tratasse de uma conspiração judaica contra o império Persa. Daí para um decreto de extermínio foi um passo, (agora mais compreensível).

O final todos já conhecem... Aman foi enforcado e os judeus venceram seus inimigos!
Mas.... Para não ser semprígeno... vou citar um outro final e uma outra vitória pouco conhecida, porem trazida numa fonte famosa: O Talmud.

Perdida em uma de suas inúmeras páginas encontramos uma afirmação :
Alguns descendentes de Aman se converteram ao judaísmo e se tornaram professores de Torah para crianças na cidade de Bnei Brack em Israel...
Quer moleza?
Vai comer Oznei Aman!
Purim Sameach e desculpem não citar fontes, é lá pelo livro de Ezra e Nechemia... é que estou muito corrido!

terça-feira, 6 de março de 2012

Não volto mais!

Ola meu querido amigo como você está? Eu graças a D’us estou muito bem e confesso que também estou com muitas saudades. Imagino que você tenha tomado conhecimento de minha viagem a Israel, mas mesmo assim te peço desculpas pela falta de notícias.
Prometo que não sumirei de novo e vou compensar o meu “apagão ” dando duas novidades de uma só vez:
A primeira novidade, que talvez lhe choque um pouco, é que o seu velho amigo More Ventura nunca mais voltará.
A segunda novidade é que eu já cheguei ao Brasil.
O que? Você não entendeu? Então vou explicar:
Sabe aquelas experiências pelas quais passamos em nossas vidas após as quais podemos dizer que não somos mais os mesmos?
O casamento, ou o nascimento de um filho são bons exemplos disso. Eu  me lembro muito bem da sensação de metamorfose que senti no dia em que meu querido filho Nathan, meu primogênito, nasceu.
Foi como se o antigo eu tivesse morrido e um novo eu, o pai e provedor, tivesse nascido em seu lugar.
Desta vez a sensação que experimento é parecida, pois as vivências que tive nos últimos treze dias durante os quais estive em Israel me tocaram de tal forma que não somente fortaleceram minhas antigas convicções, como também me acrescentaram novas e poderosas percepções, fazendo com que me sinta uma nova pessoa.
Israel é uma verdadeira lição de vida! Seu povo alem de forte e valente, é também muito acolhedor. Me senti parte de uma grande família, com irmãos de todas as idades e realidades, desde velhos chasidicos do bairro ortodoxo de Meah Shearim, até jovens laicos num pub em Tel Aviv.
A coexistência que se vê no dia a dia é impressionantemente diversa do que a mídia quer nos fazer crer, e muitos valores de caridade e amor ao próximo são vivenciados nas ruas e não somente nas sinagogas e instituições de caridade.
A lei é obedecida e os serviços são de alto nível.
O valor que se dá a cultura é algo soberbo e a vitalidade e a vontade de viver que enxergamos na juventude é vibrante e contagiante.
A mão de Deus é obvia! Acontecem coincidências demais para serem chamadas simplesmente de coincidências.
Muitas foram as experiências que me marcaram, mas neste momento de ajuste de meu relógio biológico ao fuso horário, vou ter que me restringir ao que já escrevi, pois minha mente está um pouco confusa e se me faz difícil concatenar as idéias em palavras.
Amo Israel e também amo muito o Brasil, por isso não estou de volta... Estou aqui! 
Estou aqui para continuar ensinando e atuando, porem com uma vontade renovada e multiplicada, pois testemunhei o quanto é possível realizar quando se tem organização, meios, vontade e acima de tudo a benção de Deus em nossas ações.
Muito obrigado amigo e um grande abraço!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Judaísmo - Recebi uma carta de Deus!

Amigo, você sabe o que é uma carta?
Carta é o e-mail de antigamente. Funcionava assim: Você pegava um papel, um lápis e digitava o conteúdo à mão. Ao invés de clicar no “Enviar”, você tinha que levá-la a uma “casinha” chamada correio, onde depois de selada e carimbada, ela viajava de trem ou de navio até chegar ao seu destino. Muitas vezes a pobrezinha se perdia, se atrasando ou até mesmo se perdendo no meio do caminho.
O que vou te contar agora amigo, é a história de uma estranha correspondência que enviei “sem querer” por um sistema muito mais rápido do que o das cartas e até mesmo do que o do e-mail e que foi respondida por dois remetentes ao mesmo tempo, sem nenhuma confusão ou extravio.
O caso foi assim. Certa manhã de inverno, enquanto estava na Yeshiva – seminário rabínico – em Jerusalém, depois de ler o salmo de número vinte e três em hebraico - O senhor é meu Pastor e nada me faltará - mandei a seguinte mensagem para nosso Querido e Amado Pai:
-Deus! Eu acho este salmo lindo, mas ainda não compreendo tão bem o hebraico. Eu gostaria tanto de ter uma tradução dele em português...
-Após mandar esta frase, voltei à leitura dos salmos. O dia era de neve forte, como não se via há quarenta anos. As ruas e as estradas estavam interditadas e as “águas tranqüilas” estavam congeladas, mas para o “Carteiro” com C maiúscula nem mesmo o “vale da morte” significa um obstáculo e, portanto minha mensagem foi enviada. Para onde? Para quem? Eu não tinha idéia...
Depois de uns sete dias, congelado feito um sorvete, após uma jornada de estudos Talmúdicos, entrei em meu quarto onde vi repousando sobre meu travesseiro uma carta:
-Ah! Que bom, meus pais escreveram! – Raciocinei satisfeito enquanto tirava meu chapéu e alisava a minha barba:
-Ué? Que estranho a carta veio de Jundiaí? Será que meus pais estão passando uns dias no sítio do tio Luiz? – Pensei após ver o endereço de origem da mesma.
-Mas a grande surpresa veio quando li o nome do remetente:
Elias dos Santos.
Este era o nome do caseiro do sítio, um senhor evangélico com quem eu passava horas a fio conversando sobre religião, valores e natureza, enquanto capinávamos as ervas daninhas que prejudicavam as plantações.
Com ele, com seus filhos e netos afro-descendentes, aprendi que o convívio entre pessoas de diferentes etnias e realidades só tem a contribuir para a nossa formação e evolução como seres humanos.
 Bem... Se o recebimento da carta me deixara feliz, agora que vi que ela era de Seu Elias, fiquei ainda mais empolgado e curioso com seu conteúdo, então fui logo abrindo e foi aí que a grande e maravilhosa surpresa se deu:
O pedido que eu fizera na gelada Jerusalém, há somente uma semana, atravessara a neve da cidade Santa, as águas tranqüilas do mediterrâneo e do Atlântico e chegara aos verdes pastos de Jundiaí:
A carta/resposta de Deus e do seu Elias dizia o seguinte:
“Meu querido amigo Gilberto, estou te enviando um salmo, guarde o em tua carteira para que te traga proteção. De seu amigo Elias”:

                                                
Está história, meu amigo leitor, me abriu os olhos para duas realidades profundas: A de que a fé na presença de Deus deve ser vivida de forma concreta e não somente suposta ou pregada e a de que por trás da diversidade cultural e religiosa que divide os seres humanos, existe uma unidade eterna e que deve ser cada vez mais revelada, pois é ela e somente ela que vai trazer a verdadeira paz a humanidade: A de que somos todos irmãos, filhos do mesmo Pai.

Shalom!
More Ventura! Judaísmo é atitude!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Parashá Itro - Um choque de gestão!


                                         
Amigo, já tivestes o desprazer de trabalhar com um daqueles pitorescos profissionais, dirigentes ou voluntários que centralizam em suas mãos as mais variadas e até mesmo contraditórias funções, sob o pretexto discretamente alardeado aos quatro cantos do universo, de serem os mais experientes e abnegados elementos da equipe, ou da comunidade?

Já te destes conta de que geralmente os fardos extras que estes “líderes” escolhem suportar, curiosamente trazem consigo alguma glória ou bônus, que acaba por torná-los mais semelhantes a asas do que a fardos?

Amigo, você já sacou que varias destas funções extras, se não fossem “anexadas” por estes abnegados palatinos do voluntariado, estariam prontas para serem desempenhadas por promissores jovens que através de sua disposição e renovação se destacariam, possivelmente vindo a ofuscar alguns obsoletos e oportunistas veteranos? 

Pois é... Agora imagine como reagiria um destes nobres oportunistas se recebesse uma visita inesperada de seu sogro na instituição onde se promov... quer dizer, trabalha, e que este viesse logo de cara com uma batelada de críticas a sua gestão e com sugestões que promovessem a descentralização e a distribuição do poder concentrado em suas mãos.
Não sei como reagiria nosso colega, mas se pudesse, eu lhe recomendaria uma leitura de “auto ajuda”, facilmente encontrada na Parashá desta semana.

A Lição:
 Nesta parashá, a Torah nos conta sobre o reencontro de Moises com seu sogro Itro e com sua esposa e filhos após o êxodo do povo hebreu do Egito.

Continuando este relato, somos informados de que Itro, logo após os salamaleques iniciais, da um puxão de orelha em Moshe por perceber o quanto este centralizara o poder em suas mãos, tendo se tornado o único juiz do povo de Israel.

Um pouco mais adiante conhecemos o famoso conselho de Itro: Formar uma nova geração de juízes, de modo a descentralizar o poder, otimizando os resultados e fomentando o desenvolvimento do povo como um todo e principalmente de sua juventude, responsável por seu futuro e continuidade.

Como Moshe reagiu ao que muitos chamariam de ingerência inoportuna?
Da forma mais humilde e eficaz possível! Implementando a descentralização aconselhada por seu sogro e organizando o povo de forma a estarem preparados para receber as leis da Torah, próximo passo em sua jornada espiritual rumo a terra prometida!

Alo! Alo! voluntariosos voluntários: Humildade? A gente vê por aqui!

Chega de "Blablabismo"! Torah não é discurso, nem de palanque e nem de púlpito! Torah é dia a dia. Torah é vida... e judaismo é atitude!!!
More Ventura!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Judaísmo - Jejum de 10 de Tevet - Vamos estraçalhar o inimigo!!



Dia Dez do mês de Tevet.

Neste data, a aproximadamente 2500 anos, os babilônios, sob a batuta do imperador Nabucodonosor, deram início ao cerco de Jerusalém. Os motivos que os levaram a fazer isso, diferentemente do que muitos insistem em ensinar, não foi o anti-semitismo, nem o ódio a Torah, mas sim, a busca de riquezas e domínios territoriais.

Esta “política econômica”, assim como em nossos dias, já era muito difundida naquela época. A única diferença é que naqueles tempos não havia necessidade de se inventar pretextos bonitos como os que são forjados hoje em dia para se abocanhar as riquezas alheias. Naqueles dias era assim:

O país dominado deu a grana para o dominador? Beleza! Não deu? Dançou!
E olha que o “Nabuco” ainda foi paciente, pois foi somente depois de ter trocado dois de nossos reis que se negaram a lhe pagar os (in)devidos tributos, que ele finalmente mandou seu exército dominar o reino de Judah.

Já em território Babilônico, os judeus em sua maioria, se ajeitaram muito bem, com vários deles se tornando ministros e conselheiros do próprio imperador. Os mais famosos destes foram Mishael, Hanania, Azaria e o profeta Daniel.

A adaptação dos patrícios às terras de “Interlagos” – Mesopotâmia - foi tão boa, que anos mais tarde, quando Coresh, o imperador Persa conquistador da Babilônia, postou a eles a possibilidade de retornarem à sua pátria, poucos a curtiram e a compartilharam, com a maioria preferindo ficar nas terras de seus conquistadores.

Bem amigos... então... Se nem os conquistadores e nem o exílio foram tão cruéis, qual deve ser o nosso foco neste jejum? Sobre o que devemos nos lamentar neste dia?
                                                     
Para responder a esta questão, trago uma passagem do Talmud:

“Nabucodonosor não destruiu o Templo, ele apenas remoeu farinha moída, pois o verdadeiro templo, ou seja, a sua essência espiritual, já havia sido destruída pelo próprio povo judeu.” (Que abandonou os valores espirituais e sociais de sua própria cultura, em troca dos valores materialistas dos povos vizinhos).

A resposta a pergunta anterior, à luz desta citação, é simples: O foco deste jejum e de nossas lamentações e lutas neste e em todos os outros dias devem ser os nossos maiores e mais perigosos inimigos, os inimigos internos, que nos enfraquecem como indivíduos e como grupo, escancarando nossas portas para todo tipo de invasor ou inimigo, sejam este drogas, racismo, miséria, tristeza e etc.

Se queremos ser fortes de verdade... Antes de olharmos as falhas alheias, vamos nos focar em consertar os nossos próprios defeitos e em reforçar as nossas virtudes, reconstruindo assim o maior de todos os Templos, de todos os Tempos:
A alma e o Espírito do ser humano!
Um grande abraço! More Ventura!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Judaísmo - "Fofocas" sobre Hanuká!


Uma vez eu li um artigo muito bom, que dizia o seguinte:
Os heróis contemporâneos, em sua maioria, somente continuaram sendo reconhecidos como heróis porque morreram cedo.
Mas o que teria acontecido se eles tivessem “sobrevivido” aos seus atos de heroísmo? O autor da matéria imaginou, por exemplo, que Che Guevara, (um dos maiores símbolos do heroísmo juvenil), se estivesse vivo, talvez estaria barrigudinho, careca, elitizado e envolvido em escândalos e C.P.Is.
Imaginação a parte, quero contar para vocês alguns fatos pouco conhecidos do grande público a respeito da continuação da história de Hanuká, pois a história, diferentemente de seus protagonistas e coadjuvantes, se mantém sempre viva; o que morre é a memória!
Mas... Vamos ressucitá-la!
Os macabeus:
 Antes de sua morte ainda nas batalhas, (139 A.E.C.), Yehudá - Judá o Macabeu, enviou uma delegação a Roma, que se manifestou abertamente a favor dos judeus em sua luta pela autonomia frente aos Gregos/Sírios.
Roma fez isso, porque vinha crescendo como império e se interessava no enfraquecimento das outras potências.
Na segunda geração após a vitória de Hanuká, Yohanan Hurquenus, o filho do macabeu Shimon, assumiu além do sumo-sacerdócio, o reinado de Israel, o que foi mal visto por muitos, pois ele não era um descendente da Casa do rei David e também por que acumulava dois cargos de muito poder.
Este rei conquistou vários territórios ao redor de Israel, de modo a controlar todo o contato terrestre entre a África do Egito e o restante do mundo, o que lhe rendeu impostos e pedágios sobre os bens transportados através de seu país.
Ironicamente, Húrquenus também forçou a conversão ao judaísmo de vários dos povos por ele conquistados, o que lhe rendeu várias críticas por parte dos sábios religiosos.
Depois de sua morte, seu filho Alexandre Yanai se tornou o rei. Alexandre foi conhecido por sua rixa e crueldade contra os Fariseus, (sábios da tradição oral – Mishna). Também era conhecida sua admiração pela cultura grega!
Depois de sua morte, Alexandra Sulamit sua esposa reinou. De acordo com o Talmud, o período de seu governo foi um dos melhores e mais pacíficos que o povo judeu experimentou.
Após o falecimento da rainha, uma luta feroz entre seus dois filhos se instalou, com direito a mutilações e outros “requintes”mais.
Hurquenus e Aristóbulus eram seus nomes – (Amigos, vocês perceberam quantos nomes gregos tinham os “novos Macabeus” ?! ).
Agora vejam que ironia:
Antipater, um descendente de judeus e idumeus convertidos à força pelo rei Yohanan, buscando um espaço no poder real, atraiu poderosos árabes para intermediar a briga, com o intuito de ajudar um dos irmãos a conseguir seu intento.
No final, quem deu as cartas foram os romanos, que escolheram Herodes, filho de Antipater, para ser o novo rei dos judeus.
Herodes, o rei com a graça de Roma, ficou famoso por suas grande obras, como a reforma do Templo, a cidade de Cesaréia e a fortaleza de Massada. Em seu governo houve relativa paz em Israel.
Herodes Também ficou conhecido por sua mania de perseguição e crueldade com que tratava seus desafetos, entre eles alguns de seus filhos e sua esposa Miriam, descendente dos macabeus.
Pouco tempo depois de sua morte, os romanos começaram a governar Israel de modo direto e insensível, o que levou a revoltas por parte dos judeus e à destruição do Templo no ano setenta de nossa era.
Enfim, como podemos ver, a história também continua, as vezes se tornando barrigudinha e carequinha e se envolvendo em escândalos variados.
Entao...O que fazemos nós, simples coadjuvantes ?
C.P.I !
Vamos levar a história ao conselho de ética, para condenarmos suas “quebras de decoro parlamentar”, sem deixarmos, é claro de aprender de seus bons exemplos e verdadeiros heróis!
Feliz Hanuká!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Judaísmo - Chanukia e estatua. Gafe ou Coexistência?

-Não, amigo! Aquilo não é uma peça de decoração de Natal, nem faz parte da nova iluminação instalada pela prefeitura na Avenida Paulista. Aquilo é uma Khanukia!
-O que é uma Khanukia? Vou te explicar:
-Khanukia é o candelabro de oito velas, que a gente acende durante os oito dias da festa de Khanuká.
-Khanuká, significa inauguração, pois foi nesta data que os judeus reinauguraram o templo de Jerusalém após terem expulsado de seu país os sírios  e seus comparsas, que queriam tirar a sua liberdade, impondo sobre eles a cultura e a religião grega.  
-Depois de tirarem as estatuas dos deuses gregos do seu templo, os judeus decidiram acender a Menorah, o candelabro sagrado. Mas logo eles perceberam um probleminha: A quantidade de azeite que possuiam só dava para um dia de acendimento e eles precisavam de oito dias até conseguirem obter mais azeite.
-Foi então que aconteceu o milagre:
-As velas acesas com aquele pouquinho de azeite duraram oito dias e pra comemorar esse milagre e a vitória na guerra, a gente acende até hoje, na festa de Khanuka, uma Khanukia, um candelabro de oito velas!
-Mano, desculpa a minha pergunta, mas se os judeus tiveram primeiro que tirar as estátuas do templo para só depois acenderem o candelabro, como é que vocês acendem a Khanukia da Avenida Paulista justamente ao lado de uma estatua como essas? Viajaram na maionese! Piraram?!
Isso é muito contraditório, parece a Copa libertadores da América que era pra homenagear os revolucionários anti-espanhois e que acabou virando Santander Libertadores, o banco dos espanhóis, conquistadores da América!!
-Rapaz! Concordo com você... Mas só se a gente não olhar as coisas pela essência!
-Como assim?
-Você sabe quem é o homem homenageado e representado por esta estatua?
-Não.
-Pois é, então leia a placa:
-Suave truta! Já to lendo!

-Então amigo, percebeu a diferença? Esta estatua não foi feita para ser idolatrada, como as estátuas gregas. Esta estátua é uma homenagem a um herói Latino Americano, Fransisco de Miranda, que assim como os macabeus, lutou pela independência do seu povo e de sua terra!
E talvez essa seja a mensagem da proximidade entre os dois símbolos:


Quem defende a liberdade, não deve fazer isso só por sua “tribo”, ou por sua classe.
Quem defende a liberdade deve lutar por por todos, sempre e em todo lugar!
Feliz Chanuká!
More Ventura!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Moxico no planeta dos espelhos!



Você quer conhecer o planeta dos espelhos?
É o lugar onde Moxico foi parar depois de perder todos seus amigos!
E porque ? Por que era muito egoista!

Clique no link abaixo e ouça a historia!

http://soundcloud.com/more-ventura/sets/more-ventura-moxiko-no-planeta

domingo, 11 de dezembro de 2011

Chanuká para adultos!





"Historinha pra criança":

Os gregos, movidos pelo anti-semitismo, tentaram impor sua cultura materialista e religião politeísta sobre os judeus, que unidos, resistiram e repeliram seus inimigos.
Por ser politeísta, materialista e hedonista, devemos continuar evitando a influência desta cultura, assim como a de todas as outras, mantendo nossa pureza através do isolamento.

"Historia pra adulto":

Antiochus, o rei sírio da dinastia Selêucida, (Sucessora de Alexandre o Grande no oriente médio), quis converter os judeus de Israel à sua já decadente cultura grega, de modo a tê-los como aliados em sua guerra para conquistar o Egito e unifica-lo à Síria.

Uma parcela dos judeus, principalmente os pertencentes a elite sobre a qual se apoiava o governo, apoiaram Antiochus e sua influência, de modo a lucrarem com suas possíveis conquistas e vitórias.

Houve também os que entregaram sua fidelidade ao conquistador sírio em troca dos prazeres que este lhes prometia em nome de sua cultura.

No final, sabemos que a maioria judaica, fiel às suas tradições e valores, venceu a guerra. Estabelecendo novamente a soberania de sua cultura e religião.

Em resumo: Nunca houve uma guerra entre a Grécia e os judeus. O que sim aconteceu foi um embate entre os interesses políticos do rei da Síria e dos que queriam promover a cultura grega, de um lado e dos judeus fieis à sua religião e valores do outro.

Uma outra visão.

Contrastando com este período de tensão, constatamos em varias passagens do Talmud, dos livros de história e de religião judaica, uma apreciação mútua entre o judaísmo e a cultura grega no período de seu apogeu:

Seguem aqui alguns exemplos:

-Em homenagem ao respeito e tolerância de Alexandre o Grande, seu nome foi adotado por milhares de judeus no período do segundo templo.
-Maimônides, um dos maiores rabinos, médicos e filósofos da historia, usou suas obras e influência para promover a harmonização entre o judaísmo e a filosofia grega.
-O legislador Rama, cita uma antiga tradição onde o filosofo Platão afirma ter aprendido parte de seus conhecimentos com o profeta Jeremias.

Da mesma forma que podemos facilmente constatar o intercambio de elementos da cultura grega com a cultura judaica, também podemos testemunhar este intercâmbio com todas as culturas nas quais os judeus entraram em contato. Isto pode ser verificado até mesmo em um dos maiores símbolos da ortodoxia judaica, supostamente “limpa” de influências externas: suas vestimentas, que são compostas de ternos escuros e chapéus: Uma nítida influencia européia!

É certo também que existem limites intransponíveis entre as culturas, o que deve ser considerado algo saudável e desejado, na medida em que mantém a originalidade de cada uma delas, representando o resultado de diferentes histórias e experiências.

Conclusão:

Da próxima vez que você for fazer ginástica ou assistir a uma dramatização ao sair da sinagoga, não se preocupe; Você estará colocando em prática uma das mais belas e poderosas mensagens que aprendemos no decorrer de nossa história: A de que, à luz de nossos valores, podemos e devemos apreciar e agregar elementos de outras culturas, nossas parceiras e irmãs na construção da grandiosa e dramática história da família humana.

A todos os amigos : Feliz Chanuká.
More Ventura.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Haifa - Minas Gerais. Tava escrito nas estrelas!!!



O dia era quente, o céu limpo e as ruas movimentadas. Eu acabara de sair do escritório da agência judaica que se localizava no bairro do Bom Retiro, berço da comunidade judaica de São Paulo.
O que fui fazer ali? Acertar os detalhes finais para minha ida a Israel, Haifa, onde cursaria o colegial em Yemin Orde, uma espécie de colégio interno onde vivem e estudam jovens judeus do mundo inteiro.
Minha cabeça estava em Israel, meu corpo estava no Bom Retiro e meus olhos procuravam o ônibus que me levaria aos Jardins.
Ótimo! O ônibus chegou. Meus olhos novamente se reuniriam ao meu corpo, mas minha cabeça, mais do que nunca, agora estava cindida entre a America do Sul e a Ásia Menor.
Após encontrar um assento no ônibus, sentei me e pus me a fazer o que considero uma das coisas mais úteis em momentos de confusão, gratidão, e outros sentimentos comuns a nós, seres humanos:
-Meu D’us... Me ajude, por favor! Não sei se devo ir ou ficar. Será que este colégio Yemin Orde é legal ? Será que devo deixar essa idéia mais para a frente? Será que o Saddam Hussein vai jogar um Míssil em minha cabeça?
Enquanto minha mente tentava se libertar do labirinto de “serás”, ouvi uma misteriosa voz que me respondeu:
-Yemin Orde é muito legal...
-Neste momento meus sentidos se aguçaram! Pensei:
-Ainda nem pisei na terra Santa e já estou desfrutando do dom da profecia. Fiz uma pergunta em pensamento e já estou ouvindo a resposta! Será que receberei mais mensagens do Alem?
-Logo as misteriosas mensagens continuaram a chegar:
-Eu estudei La no ano passado e adorei!
-Uuaaau! – Pensei - Nunca imaginei que as profecias viessem em vozes de moças adolescentes...
Olhando para trás percebi que a fonte das “mensagens” era duas meninas que conversavam animadamente sobre aquilo que mais me interessava no momento!
Coincidência? Kkk! Tem que ter muita “desfé” para achar que este tipo de coisa é uma simples coincidência! – Pensei.
-Ok, Entendi meu Pai... Está decidido! Vou para Israel!
Alguns dias depois, eu estava no carro com a minha mãe. Ela estava procurando um mercadinho de comidas japonesas no bairro da Liberdade, quando um estranho pensamento, (em se tratando de um adolescente), me perguntou:
-Com quem você vai se casar?
-Eu gostaria de me casar com uma moça do interior, (de preferência de Jundiai). – Respondi - Por que as meninas da cidade estão muito fúteis, só pensam em aparência, roupas e modas...
-Mas, por outro lado...Eu quero seguir o judaismo e criar os meus filhos na minha religião e para isso eu devo me casar com uma mulher judia e no interior não existem meninas judias...
Enquanto isso em Israel, no topo do Monte Carmel, onde o profeta Elias confrontara e vencera os profetas do Baal. Onde o mesmo Elias declarara aos Israelitas servidores do deus Baal que não poderiam mais se debater de um ideal oposto ao outro, um “profeta menor” dizia a uma filha de Israel:
-Você precisa conhecer o meu amigo Gilberto Ventura! Eu tenho certeza de que vocês vão se dar bem. Vocês combinam muito!
-Menino... Você deve estar louco! Eu nunca vi esse cara na minha vida! (Disse a moça, sem conhecer a citação talmúdica que afirma haver profecia nas palavras dos loucos).
Alguns dias depois eu cheguei à Israel. Era um sonho antigo, (tão antigo quanto permitia a minha curta idade de dezessete anos).
Quando finalmente cheguei ao colégio, (de onde quase fui expulso meses depois), me reuni numa sala ao grupo de estudantes brasileiros. Em pouco tempo ouvi meu nome sendo anunciado em tom de bronca:
-Gilberto?!
-Presente – Respondi surpreso.
-Por favor, pegue a sua mala! Você a esqueceu La fora! – Disse uma gentil filha de Israel com um Familiar Erre carregado.
-Obrigado! Qual é o seu nome ? – Perguntei.
-Jacqueline. – Mal sabia aquela menina quantas malas esquecidas por mim ela ainda teria de carregar, e quantas vezes eu mesmo seria a própria mala, ou, melhor dizendo: O próprio mala!
-Depois de alguns dias, apareceu na janela do meu dormitório uma visita:
-Oi! Você é o Gilberto, não é?
-Sim e você ? – (Ai, ai... Minha memooooooria !!!!!!!)
-Sou a Jacqueline, que trouxe a sua mala, você não se lembra?
-Puxa vida! É verdade. – Disse eu – Muito obrigado, você foi muito gentil comigo.
-Enquanto estavamos nas amenidades, tudo ia bem, mas quando cheguei aos finalmentes...
-De que cidade você é? - Perguntei.
-Muriaé – Respondeu a jovem.
-O que ?! Aonde fica isso ? – Indaguei incrédulo, enquanto me beliscava, para me certificar de que não estava sonhando..
-Interior de Minas Gerais – respondeu a filha do Interior mineiro, enquanto puxava a letra Erre.
-Naquele momento me vieram em mente as “mensagens” que ouvira um mês antes dentro do ônibus no bairro do Bom Retiro. Me lembrei da minha reflexão dentro do carro de minha mãe no bairro da liberdade a respeito de minha futura noiva. E agora, mais do que nunca, a célebre frase do profeta Elias, declarada naquele mesmo monte Carmel onde agora me encontrava, fazia total sentido: Até quando você se debaterá entre dois ideais opostos?
No meu caso, a resposta havia chegado: A contradição chegara ao fim!
Muriaé e Haifa...Numa pessoa só!

Mazal Tov, sô!
Jacque... Te amo e Parabens pelo seu aniversário!!!