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terça-feira, 13 de março de 2012

Moises ou Michel Teló?


Ei você que está lendo!
É! Você mesmo!
Posso te pedir uma coisinha? Empresta-me um minutinho da sua imaginação?
Sim? Então vamos La: 1, 2, 3 e... Valendo!

Imagine se vivendo numa mansão, com um Porche, um Rolls Roys e uma Masserati  na garagem. 
Tvs led 3D do tamanho das paredes, Jacuzzis de mármore italiano com torneiras de ouro espalhadas por vários aposentos e ar condicionado em todos os ambientes.
Cozinhas equipadas com aparelhos de ponta, com os melhores chefs do mundo a sua disposição. 
Poltronas e sofás macios com massageadores embutidos, tapetes persas espalhados sobre o piso de madeira de cedro, músicos prontos para tocarem suas canções prediletas e empregadas à postos para satisfazerem os seus desejos. 
Helicópteros, navios, aviões, ilhas e viagens. Tudo! Tudo ao seu dispor. 
"Delícia! Delícia!" 

Agora Imagine se abrindo as janelas de seu deslumbrante quarto, após um "sábado" - ou qualquer outro dia - "na balada" e se deparando com a seguinte cena: Uma multidão de soldados gritando: "Ai se eu te pego", para crianças, adultos e idosos, machucados e sujos, para que trabalhem de forma desumana e cruel, de modo a sustentarem a sua vida de fortuna, prazeres e ostentação.
O que você faria?

-Ignoraria o sofrimento e a injustiça para com os trabalhadores?
-Jogaria a eles algumas moedas, de modo a amenizar a sua consciência?
-Ajudaria ativamente os pobres obreiros em nome da justiça e da bondade, mesmo sabendo que com isto poderia por em risco todo seu conforto e talvez até mesmo a sua própria vida?

Difícil a pergunta, não é?
"Assim você me mata!"

Não sei qual foi a sua resposta e nem você sabe a minha, mas a de Moises, nosso mestre, todos nós conhecemos: Abnegação, solidariedade e coragem!
Não foi a toa que ele se tornou o Grande líder, legislador e libertador do povo de Israel.

Por isso, quando for pensar em modelos, principalmente se for mãe ou pai, "Tome coragem" e esqueça se dos jogadores de futebol, BBBs e Michels Telós da vida... mas  nunca deixe de se lembrar... de nosso grande mestre Moises.


Vamos escolher melhor nossos modelos!
Pessach Sameach!
More Ventura! Judaísmo é atitude!!!

O Padre (e o rabino ) de Heliópolis!!!

Ha um mês atrás fui convidado para participar de um programa em Israel, junto com três padres brasileiros. O programa tinha como intuito incrementar o diálogo judaico-cristão, visando uma cultura de Paz.
A primeira e única reunião antes da nossa viagem fora marcada para acontecer num apartamento localizado no bairro dos Jardins, mas devido a outros compromissos acabei chegando quando os padres já estavam saindo do prédio. Inconformado, propus uma segunda reunião, que teria que acontecer naquele mesmo momento. Na falta de um lugar mais adequado, propus o.... Boteco da esquina!
Depois da resposta positiva e de alguns segundos de "estudo do adversário", vieram horas de bate papo, trocas de experiências e piadas recheadas com uns pingado e uns "pãozinho com manteiga".
Em poucos minutos o diálogo virou conversa que virou bate papo, que virou amizade!
(A cerveja foi só pra foto!)
                            

Num certo momento perguntei a cada um onde morava, ao que o Padre Pedro, (o da camisa preta), respondeu:
-Eu moro no Ipiranga, mas quando voltar de Israel vou me mudar para Heliópolis!
-Você conhece Heliópolis Ventura? - Perguntou me o padre, certo de que ouviria uma resposta negativa!
-Eu que te pergunto padre - Respondi sorridente.
-Ainda não conheço, mas quando voltar eu...
-Não se preocupe, meu amigo - respondi interrompendo sua fala- quando a gente voltar eu vou te apresentar a moçada de Helipa... Vou te levar pras quebradas!
Neste momento os três padres se entreolharam e me olharam espantados:
-"Será que é verdade?" Pensaram eles.
-Depois de explicar-lhes que minha esposa Jacqueline participa como atriz do Cine Favela de Heliópolis e que realmente somos da turma, ou seja, somos 100% Heliópolis, os três amigos caíram na gargalhada dizendo:
-"Ter uma conversa como estas com um rabino num bar já foi demais, mas ouvir que ele vai apresentar a galera de Heliópolis para o Padre já é muita quebra de paradigmas pra nossa cabeça!"

Alguns dias depois em Israel....

Parecia tudo esquecido: A reunião no boteco e a história de Heliópolis tinham ficado pra trás!

Era tudo brincadeirinha não era?



NÃÃÃÃÃÃÃÃO!!!!!!!!! ERA TUDO VERDAAAADE E OLHA PARA ONDE EU LEVEI O PADRE PEDRO ALGUNS DIAS DEPOIS DE NOS DESPEDIRMOS EM JERUSALEM:

                         

FAZER UM LEHAIM, (TIM-TIM), NO CINE FAVELA, SITUADO NO CORAÇÃO DE HELIPA!!!

                                               

Diálogo inter religioso, inter social e inter Tudo!
Enfim.... Diálogo!
DEIXA O PRECONCEITO PRA LA E VENHA PARTICIPAR!

JUDAÍSMO É ATITUDE!
MORE VENTURA!


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Judaísmo - São Paulo, Mazal Tov!!!




Dia vinte e cinco de Janeiro, aniversário de São Paulo.
Acabei de voltar do “Açaí”, onde encontrei os meus amigos Benjamim e Vania Handfaz,  pais do Alexandre, meu amigo e aluno de Bar Mitzvah.
Entre pratos de Açaí e canudos de água de côco e ao som da torcida do timão que joga aqui perto no estádio do Pacaembu, os amigos me contaram uma história digna do aniversário de nossa cidade:
-A filha de nosso primo Jayme – Corinthiano roxo -  estava passeando com a sua avó, quando cruzou com outra dupla de avó e neto. A avó número dois, ao ver nossa priminha, não se conteve e disse:
-Puxa vida! Que menina linda! Loirinha de olhos azuis!
-Seu neto também é lindo – Respondeu a orgulhosa avó - Que lindos cabelos e olhos negros!
-Obrigada, ele é árabe puro!
-Árabe puro... Que maravilha! A minha netinha é judia pura!

-Em outros cantos do mundo este seria um possível ensejo para uma bela discussão, mas aqui em São Paulo, terra, ou melhor, asfalto de diversidade, é diferente:

-Pois então... Podemos acertar o casamento? – Disse a avó judia.
-Claro! Por que não? - Respondeu a avó árabe.
Após mais uns minutos de descontraída conversa, as duas se despediram com beijos e cumprimentos.
Alguns passos depois, nossa priminha, depois de se certificar de que já estava a uma distância segura do “primos árabes”, se dirigiu à avó com uma voz grave e expressando preocupação no olhar, disse:
-Vó! Como a senhora falou aquilo de eu me casar com ele? Você esqueceu o que a gente é? Ele é o contrário da gente!
-Você está falando isso por que ele é árabe?
-Não vovó! Você não viu a camiseta dele? Ele torce para o São Paulo!

Viva São Paulo! Viva o diálogo! Viva a Paz!
More Ventura!


Comente e compartilhe! Abraços!

domingo, 20 de novembro de 2011

Bar ou Mitzvah ?



Eu lhe contarei um causo ouça bem cabra da peste
Que se deu em Pernambuco entre a caatinga e o agreste

Tem vivido entre nós desde a colonização
uns cabra macho que se diz descendente de pai Abrão
E que fugindo duma tal de dona Inquisição
Vieram do mar de recife aos pedregulhos do sertão

O sujeito deste causo se chama seu Jacobino
Que mais sua mulher Sara tem somente um menino
Descarnado feito a seca astuto como artista
De precoce iniciou na carreira de repentista

Os três moravam numa choça de madeira e palinha
Cercada de bode magro e um punhado de galinha
Só comiam carne seca e nem morto sarapatel
E no lugar de pai nosso diziam shma israel

Certo dia dona Sara voltou fatigada da roça
e tomou um grande susto ao adentrar em sua choça
Deu de cara com seu homem e outro de nome Rabino
que falavam sobre um bar com seu galego pequenino

Meu galego é de menor disse a moça arretada
Se alguém lhe levar pro bar eu vou é repartir pancada
E é melhor cê cair fora vai de jegue ou de jangada
Seu rabino antes que eu deixe sua barba bem ralada

Rabino picou a mula mas noutro dia voltou
E a pedido de Jacobino o rapagote levou
Pra cidade de recife lá na rua dos judeus
Direto pra sinagoga onde rezavam para D'us

 Ao voltar de seu labor dona Sara constatou
Com painho Jacobino que o rabino levou
Seu pequeno filhotinho pra recife para o bar
E saindo pela rua ela pos se a trovejar

Delegado me acude, traz de volta meu menino
Que ta pra ser encachaçado por um tal de seu Rabino
Com a ajuda deste jegue chamado de Jacobino
Foi levado para o bar, pobrezinho do menino

Dona Sara me desvende onde fica este bar
Vilarejo rua nome, me revele o lugar
Que la ligeirinho irei para com isto acabar
E o rabino atrás das grades toda vida vai ficar

 Delegado o lugar onde fica o bar eu não sei
Somente o nefasto nome deste lugar eu direi
É um nome bem difícil de poder pronunciar
É um nome esquisito, parece que é Bar... mitzvah !

O xerife explodiu, de tanto rir caiu no chão
Causo hilário como este há muito não vejo não
Dona Sarah esqueceu, sua própria tradição
Confundindo com um bar sua primeira comunhão