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sexta-feira, 16 de março de 2012

Shabat - O templo do Tempo.


A parashá desta semana nos ensina a respeito da construção do Mishkan, o templo portátil que acompanhou o povo de Israel em sua jornada de quarenta anos pelo deserto, rumo à terra prometida.
No início da parashá porem, ainda antes de discorrer sobre sua construção, Moises relembrou o povo a respeito da proibição de se trabalhar no Shabat, fazendo surgir a seguinte pergunta:

Por que ensinar novamente esta lei que já havia sido ensinada?
E por que ela foi repetida justamente nesta parashá?
O Talmud responde que ao juntar estes dois assuntos – Shabat e Mishkan -  a Torah teve como objetivo nos revelar que os trabalhos os quais devemos evitar no primeiro são exatamente aqueles que foram necessários para se construir o segundo.

E qual é a relação entre os dois?
De acordo com o midrash, o tabernáculo é uma maquete simbólica do mundo, logo, de modo conceitual, as obras necessárias para a construção de ambos seriam semelhantes.
Portanto, quando deixamos de fazer as ações ligadas a construção do Mishkan, imitamos o “cessar obras” de Deus após os 6 primeiros dias da criação, lembrando nos do Seu “descanso” e da sua santificação do mundo material através da benção espiritual do dia do Shabat.

Que possamos compreender e vivenciar o fato de que as limitações impostas neste dia nada mais são do que uma libertação do mundo material, que é limitado por definição, impelindo nos a adentrar na dimensão espiritual, que é livre e ilimitada por essência, construindo assim, em cada um de nós, o maior e mais sagrado de todos os templos: O templo interno de cada ser humano!
Shabat Shalom!
More Ventura! Judaísmo é atitude e espiritualidade!

Um comentário:

Ziva David disse...

Pois, existe o filme o silêncio dos inocentes, mas deveria de existir outro com o nome "O silêncio da culpa." A falta de dialogo será sempre a nossa pior inimiga, pois assim não teremos nnunca oportunidade de apresentar os factos reais, e muitos irão continuar a viver na ignorância permitindo que um sem fim de atrocidades continuem a ser cometidas contra nós e contra outras minorias. Não é justo. Obrigada pela sua partilha, o seu blog é fantástico. Mazal tov.