sexta-feira, 6 de abril de 2012

Pessach - Mah Nishtaná em Português!!!


As quatro perguntas de Pessach com o grande cantor Rafael Zolko!!!
Mah Nishtana em Português !!!


Pessach para crianças!


-Mamãezinha, eu não aguento mais esses soldados bravos que vem acordar a gente todos os dias de manhã cedinho mandando a gente trabalhar. Eles gritam, batem, xingam... Falam cada palavrão!
-É filinha, você tem toda razão. Ninguém merece, mas o que a gente pode fazer? Se a gente não obedecer a eles as coisas podem ficar ainda piores!
-Mas mamãe... eu queria poder brincar, ir pra escola e passear. Não queria ter que ficar trabalhando o dia inteiro. Eu sou só uma criancinha... Queria brincar de boneca!
-E eu queria brincar de carrinho!
-Papai, a gente não pode sair escondido do trabalho pra passear um pouco no campo das flores? Só um pouquinho, vai.
 -Não filinha! O Faraó está muito nervoso. Ele quer que a gente termine logo a construção da grande Pirâmide e os soldados não vão tirar nem os olhos e nem o chicote da gente até colocarmos o último tijolo!
-Mas papai eu estou muito cansado, não aguento mais carregar pedras pesadas e minhas mãos estão sangrando.
-Minhas costas também estão machucadas filinho, mas por enquanto não temos o que fazer.
-Bam! Bam! Bam! – Eram os soldados batendo na porta:
-Saiam já para fora! Vocês já estão atrasados, são quatro e meia da manhã, andem! Rápido! Corram, se não vierem logo nós vamos pegar vocês à força!
-Buaaaaaa! Eu não aguento mais essa vida de escrava. Eu sou só uma menina de quatro anos, eu quero brincar de boneca!
-E eu ainda queria comer um pouquinho!
-Vamos filhos, tentem se acalmar.
-Abram esta porta seus moloides!!!
-Papai! Mamãe! Eles não podem gritar com vocês assim. Eles não sabem conversar?

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 Essa era a vida dos nossos tatataravós depois que o Faraó , o rei estressadinho do Egito, transformou eles em escravos.
Tudo começou quando eles tiveram que deixar o seu país, Israel, para ir para o Egito por causa de uma seca terrível. Os animais e as plantinhas estavam morrendo. Não havia mais comida e nem bebida, e então eles decidiram ir para a maravilhosa terra das pirâmides, por que lá tinha um rio muito grande chamado Nilo, que não deixava faltar nem água e nem comida para as pessoas que ali viviam.
No começo eles foram muito bem recebidos. O rei foi muito bacana e deu um belo lugar para eles morarem. A vida deles era agradável, pois lá eles estudavam, trabalhavam, brincavam, viviam bem com suas famílias e eram amigos do povo do Egito.
Com o passar do tempo os judeus começaram a crescer em força, em tamanho e em riqueza.
Estava tudo indo super bem até que o rei que era amigo deles morreu, vindo em seu lugar um novo rei, um Faraó muito nervosinho e estressado que disse o seguinte:
-Eu estou com medo dos judeus. Temos que dar um jeito neles. Eles estão ficando muito fortes e podem acabar querendo mandar no nosso país!
Vamos transformá-los em escravos, dando trabalhos bem pesados e cansativos para eles. Vamos dar pouca comida e só vamos deixar eles dormirem um pouquinho. Assim eles vão acabar ficando fracotes e não vão poder fazer nada contra a gente. Ahahahaha!!!

-O Faraó foi muito bocó, por que os judeus não estavam no Egito pra pegar o país para eles. Eles só estavam ali por que em Israel estava tendo uma seca muito forte, lembra?
-Se ele fosse mais esperto, teria conversado com eles e tudo teria terminado bem. Mas... fazer o que né? Ele era daquele tipo de pessoa que não sabe dialogar e que resolve tudo na violência.

O tempo foi passando e como escravos, a vida dos judeus ficou muito difícil e triste. Eles não podiam mais escolher o que queriam fazer, pois tinham que trabalhar o dia inteiro carregando pedras pesadas para construir pirâmides e castelos, e ai deles se parassem de trabalhar!  

O Faraó achava que isso iria deixar eles fracos , mas para sua surpresa, os judeus continuaram crescendo e se tornando cada vez mais bombados. Quando o Faraó percebeu isso, ele ficou nervosíssimo, tendo então mais uma ideia:
-Ahahahah! Tive uma ideia genial! Vou mandar as parteiras judias, as mulheres que ajudam a tirar os bebêzinhos das barrigas das mães, matarem os bebês meninos que nascerem. Deste jeito o povo judeu só terá menininhas, que são fracotes e nunca poderão nos vencer! Ahahahahah!

As parteiras, é claro, não obedeceram o maluco do Faraó e assim, o povo judeu continuou a crescer cada vez mais, o que deixou o Faraó mais xiliquento e estressado:
-Rapazes – Disse o Faraó para seus soldados -  Eu tive uma ideia genial! Adorei! Daqui a cinco minutos vocês devem ir até as casas dos judeus para pegarem os seus bebês meninos e para jogarem eles no rio Nilo!
-Mas Faraó – Disse um soldado – E se eles se afogarem?
-Seu bobalhão! É isso mesmo que eu quero! Quero que os bebês se afoguem para que o povo judeu pare de crescer!

Em pouco tempo começou a confusão. Gente chorando, fugindo e tentando esconder os seus bebês enquanto ouviam os soldados gritarem:
-Quem tem bebês? Quem tem bebês meninos?
-Por que vocês querem ver os nossos bebês? – Perguntou uma menininha chamada Miriam.
-Para jogar eles no Rio – Respondeu o soldado -  Eh eh eh!

-Ah ta. Obrigada pela informação  –  Respondeu a menininha, correndo para casa e contando tudo para sua mamãe:
-Mamãe, precisamos dar um jeito de salvar o nosso bebezinho. Os soldados egípcios estão entrando em todas as casas para pegarem os nossos bebês para jogarem eles no rio.
-Mas filha, nós não temos mais tempo para escondermos ele. Fora isso a nossa casa é tão pequena que eles vão achar ele num segundo. Só temos uma saída.
-Qual mamãe? A da porta da frente?
-Voce está vendo aquelas mulheres do outro lado do rio?
-Sim mamãe.
-É a filha do Faraó, a boazinha Bátia e as ajudantes dela. Vamos colocar o nosso bebezinho numa cesta de palha para flutuar no rio. Quando a cestinha chegar perto delas, com certeza elas vão ficar com pena do bebê e vão salvar ele.
-Boa ideia mamãe. Mas e se a cestinha afundar?
-Não se preocupe. O rio está bem calmo e eu vou pegar uma cesta bem protegida!

Dito e feito! Em poucos minutos o bebezinho estava nos braços da princesa Bátia:
-Que bebê fofinho! Ele é tão bochechudo! Tão kutxi kutxi! Deixa eu ver que nome eu vou dar pra ele. Hum... Já sei! Moshê, que significa: “Aquele que foi tirado da água!”.
-Fofiiiinho!
-Gugú Dadá!
-Em pouco tempo Moshe foi levado para o castelo, sendo apresentado como filho adotivo da princesa, mas como ela não tinha leite para amamentá-lo, todos os dias ela pagava para uma moça para fazer isso.

Amigo ou amiga que está ouvindo esta história, adivinhe quem era essa moça? A própria mãe do Moshe, a Yoheved!!! Incrível não é? Desse jeito o Moshe pôde continuar em contato com a sua família, aprendendo aos poucos os costumes do seu povo, até que cresceu e parou de frequentar a sua própria casa.

Os anos foram passando e o pequeno príncipe virou um jovem e depois um adulto.
A vida dele era maravilhosa, ele tinha tudo o que queria, as melhores roupas, as melhores comidas, as melhores viagens, segurança, muitos amigos, festas e tudo... Tudo do bom e do melhor. Estava tudo indo muito bem, até que um dia ele percebeu que na verdade nada estava indo bem. É que ele começou a prestar atenção na vida dos escravos que trabalhavam para o “avô” dele. Enquanto ele vivia no luxo e na vida boa, os judeus, que eram o seu verdadeiro povo, sofriam na escravidão.
-Isso não é justo – Pensou Moises – Vou ajudar os escravos!
A partir daquele dia ele começou a andar entre os trabalhadores, ajudando eles com palavras de incentivo, com ideias e até mesmo mandando os soldados maneirarem nas chicotadas. Depois de algum tempo o Faraó descobriu tudo e mandou matar o Moshê, que fugindo do rei acabou chegando a outro país, chamado Midian.

Quando ele chegou ali, a primeira coisa que ele fez foi procurar um poço para beber água, por que a sua garganta estava super seca!

Chegando no poço ele viu uns caras implicando com sete moças que estavam tentando pegar água para as ovelhas do pai delas:
-Caiam fora daqui mocinhas. Este poço é nosso entenderam?
Moshe, como sempre, fez questão de ajudar e conseguiu pegar água para as ovelinhas das mulheres.
Elas ficaram muito felizes e convidaram ele para almoçar na casa delas.

O pai delas se chamava Itrô e ele gostou muito do Moshe que acabou se casando com uma de suas filhas que se chamava Tsipora.
Eles tiveram dois filhos, um se chamava Eliezer e o outro Guershom e o Moshe virou pastor do rebanho de seu sogro.

Certo dia, enquanto Moshê estava passeando com as ovelinhas, ele viu uma coisa muito maluca que chamou a sua atenção:
Era um arbusto, um tipo de uma árvore pequenininha pegando fogo... Sem se queimar!
O Moshe ficou muuuito curioso e foi chegando cada vez mais perto pra observar aquela plantinha mágica, quando de repente ele ouviu uma voz especial e diferente saindo de dentro dela:
-Moshê – Disse a voz misteriosa- Eu sou D’us, o Criador do Universo.
Moises ficou paralisado. No começo ele devia ter achado que estava ficando maluco, mas logo ele percebeu que não se tratava de maluquice e sim de uma revelação.
D’us, aquele que criou o mundo, que é invisível e que está em todos os lugares, que sabe de tudo o que acontece e que gosta muito de todas as pessoas, estava querendo falar com o Moshê:
-Moshê. Eu sou D’us, o Criador do universo e vim te pedir para me ajudar a tirar o povo judeu da escravidão do Egito. Volte para lá e fale para o Faraó libertar o povo, e diga a ele que se não deixar os judeus irem embora a situação dele vai se complicar.
-Como assim, vai complicar?
-O Faraó e seus soldados estão fazendo muitas maldades contra os judeus. Se eles continuarem a fazer isso, dez coisas bem desagradáveis vão acontecer com eles, serão as dez pragas. Você sabe Moshê, assim é a vida: Quem faz o mal acaba recebendo coisas más em troca, não é?
-Tudo bem, D’us, eu entendi, mas será que não da para o Senhor escolher outra pessoa? É que eu não sou muito bom de falar com as pessoas, sabe? Minha língua é meio pesada e... e  todos vão rir da minha, da minha... é... cara!
-Moises! Moises! Não se preocupe. Tenha mais confiança em mim e em você mesmo! Afinal... Quem é que fez a língua e a boca do ser humano? Hã? Não fui eu? Então não se preocupe, por que eu vou te ajudar.
-Ah D’us... Escolhe outra pessoa, vai.
-Ta bom, Ta bom... Eu vou mandar o teu irmão Aharon ir te ajudar, quando você ficar muito inseguro ele vai falar por você, ta bom?
-Sim meu D’us, tá combinado, mas e se ninguém acreditar em mim? Sabe como é que é: Podem dizer que eu estou inventando tudo, podem duvidar que foi o Senhor que me mandou e...
-Não se preocupe Moshê! Eu vou te dar alguns poderes que quando você mostrar eles para o pessoal, todo mundo vai acreditar que sou Eu que estou te ajudando.
Naquele momento D’us deu três poderes muito legais para o Moshe, mas o mais interessante deles era conseguir transformar o seu cajado, a bengala do pastor de ovelhas, em serpente. No começo o Moises ficou meio assustado, mas com o passar do tempo ele acabou se acostumando.
Em poucos dias o Moises chegou ao Egito e foi logo conversar com o povo judeu:
-Mamãe! Olha lá aquele moço que ajudava a gente! Ele voltou e está fazendo mágicas. Vamos lá ver?
-Filinha, é o Moises, ele não está fazendo mágicas, ele está falando da nossa libertação, ouça:
-E então meu povo! D’us disse para mim que em poucos dias vocês estarão livres da escravidão e vão poder voltar para o seu país que é Israel!
-Que legal! Então eu vou poder brincar de boneca com as outras meninas?
-E eu de carrinho?
-Sim meus filinhos. Vocês vão poder viver uma vida normal, igual todo mundo merece viver.
-Que legaaaal!
-Viva! Viva!

Depois de algumas horas o Moshe foi falar com o Faraó:
-Faraó, você se lembra de mim?
-É claro que eu me lembro seu paspalho! Ao invés de aproveitar da vida de luxo que tinha você preferia ficar ajudando estes escravos fedorentos.
-Eles não são escravos fedorentos e sim seres humanos que merecem ser bem tratados e eu vim aqui para te dar um recadinho.
-Pode falar o seu recadinho Mosheee. Você virou pombo correio agora?
-Não senhor. O recado que eu vim trazer é que chegou a hora de você libertar os escravos.
-O que? E quem mandou este recado imbecil?
-D’us!
-D’us, mas qual deles? Existem muitos deuses. Existe o deus do rio, o deus do céu, o deus da água. Eu mesmo sou um deus, você se esqueceu?
-Faraó, pare de mentir! Você pode enganar a todos, mas a mim você não engana e D’us de verdade só existe um!
-O que?
-Sim senhor e ele mandou eu te avisar que por causa das coisas horrorosas que você tem feito contra os judeus, dez coisas ruins, ou seja, dez pragas vão acontecer contra você e contra os seus soldados e só vai ter um jeito de Ele proteger vocês.
-E qual é o jeito, hã? Fala! Fala!
-Você deixar o povo judeu ir embora para Israel.
-AHAHAHAHAHA ! Nunca! Nunca farei isto e avise para o seu deuzinho que eu não tenho medo dele. Ahahahahaha!
-Que pena Faraó. D’us está te dando uma chance, ele não quer que aconteçam as pragas. Ele quer que você liberte o povo judeu e que fique tudo bem.

O Faraó não deu bola para o que o Moshe falou e com isso vieram as dez pragas e ele e seus soldados ficaram sem nenhuma proteção.
Na primeira praga toda a água que eles usavam virou sangue.
Imgine só o Faraó e os seus soldados malvados ligando o chuveiro ou abrindo a torneira para beber uma água fresquinha:
-Ah... que delicia, uma aguinha geladinha, fresquinha e vermelinha... O que?! Vermelinha? Sangueeeeee! Que noooojo!
Ou então na segunda praga, quando um monte de sapos invadiram o castelo do Faraó e as casas dos soldados malvados:
-Socooorro! Tem sapos por todos os laaaaados!

E era sempre a mesma coisa: Cada vez que acontecia uma praga o Faraó chamava o Moshê e dizia para ele:
-Moshê. Socorro! Tire esta praga horrorosa daqui! Eu prometo que se a praga acabar eu deixo o seu povo ir embora daqui! Vamos, ande logo com isso!
E então, Moshê rezava para D’us, a praga ia embora e o Faraó dizia:
-Soldaaaados! Não deixem os judeus irem embora! Coloquem esses preguiçosos para trabalhar! Trabaaaaalhem!!!

Os judeus já não aguentavam mais tanto vai e vem e os filhos começaram a perguntar para os pais:
-Papai, a gente vai ou não vai ser libertado?
-Vamos sim meu filho. Vamos acreditar em D’us que no fim vai dar tudo certo!
-Eu quero tanto ter uma vida de criança normal... Poder estudar, brincar...

-Depois de quase meio ano de pragas, o Moshê chamou o povo judeu e disse:
-Pessoal, prestem atenção, por favor: Hoje vai ser o nosso último dia aqui no Egito. Cada um vá para sua casa e prepare as suas malas, mas antes não se esqueçam de que a gente tem que fazer um jantar para comemorarmos este acontecimento tão maravilhoso. Para este jantar cada família tem que ter carne assada de cordeiro, que é uma carne bem gostosa. O sangue desta carne vai ter que ser passado no batente das portas de entrada de cada casa.
-Mas para que passar este sangue na porta titio Moshê? Pra ficar vermelha?
-Boa pergunta fofinha! Este sangue vai servir como um sinal para que a última e mais forte praga não entre nas nossas casas.
-Ah... Então tá bom!

Quando chegou a noite, todos começaram a jantar e a imaginar como seria a vida deles como pessoas livres e felizes:
-Mamãe, eu vou poder ter amiguinhos quando a gente parar de ser escravo?
-Claro que vai filinho!
-Papai, os filhos dos outros escravos também vão poder brincar com a gente?
-Mas é claro que sim, meu filho! Quando todos forem livres, vai ter muita brincadeira, estudo e felicidade!
-Que liiindo!!!
-Mas isso vai acontecer de verdade papai?
-Claro que vai e...
-Rápido rápido! Vamos embora! – Gritou o Moshê!
-Mas por que? Por que tanta pressa?
-É por que o filho malvado do Faraó, aquele que já era bem adulto, morreu e ele ficou com raiva da gente e ta mandando a gente embora. Então... Vamos aproveitar!
Enquanto o Moshe apressava o pessoal, uma vovozinhas que estavam querendo fazer pão reclamaram:
-Mas Moshe, nós acabamos de fazer massa de farinha com água para fazermos pão, mas para que a massa fermente e vire pão, a gente tem que deixar ela esperando pelo menos mais dezoito minutos, se não a massa não vai inchar e vai virar...
-Rápido, coloquem a massa no forno agora! Não podemos esperar nem mais um segundo!
As velinhas obedeceram o Moshê e quando elas tiraram a massa não fermentada de dentro forno o que foi que saiu?
Matzá!!!
Depois disso, os judeus pegaram suas malas e foram embora, para nunca mais voltarem:
-Tchau Egito! Tchau Faraó bobão!
-Tchau seus malvados! Tchau soldado cabeça de minhoca frita!
-Agora a gente vai ser livre e vai poder brincar de carrinho!
-E de boneca também!
Depois de meia hora de caminhada, os judeus chegaram na frente do mar e não puderam continuar andando.
-Moshê! E agora? O que a gente vai fazer?
-Como vamos embora, hein? Você contratou alguns navios?
Justamente naquele momento, quando o povo estava confuso sobre como continuar a caminhada eles ouviram um barulho enorme de gritos e de cavalos relinchando e correndo:
-Pocotó pocotó! Eiaaa! Eiaaa!
Eram os soldados egípcios que estavam vindo atrás dos judeus, por que o Faraó tinha mudado de ideia e não queria mais deixar eles irem embora.
-O que vamos fazer agora titio Moshê?
-Vamos... Vamos... Vamos...
De repente uma coisa muuuito legal e diferente aconteceu. Um vento fortíssimo começou a soprar e quando o Moshê levantou o cajado dele em direção ao mar, o mar se abriu no meio, formando um caminho seco para as pessoas passarem andando.
-Mamãe! Papai! O mar se abriu no meio! Vamos embora do Egito!!!
-Viva viva viva!!!!!!!!!
O povo ficou muito emocionado, mas em pouco tempo a emoção deles se transformou em medo, por que na mesma hora que saíram de dentro do mar, eles viram os soldados egípcios, com suas espadas e flechas entrando do outro lado:
-Socooorro! Os soldados entraram no mar! Eles vão vir atrás da gente! Socoooorro!
Vozes, gritos e choros foram ouvidos. Eram os judeus assustados imaginando que logo, logo, eles iriam ser capturados de novo pelos egípcios, mas de repente eles ouviram um barulho gigante: Era o mar se fechando de novo bem em cima dos soldados e do faraó afogando eles para sempre.
-Viva! Viva!
-Agora sim estamos salvos!!!
-Nunca mais vamos ser escravos!!!
-A gente vai poder brincar de bonecaaa!
-E de carrinhooo!
-E a gente não vai mais ficar apanhandooo!!!
-Titio Moshê, pra onde a gente vai agora?
-Ótima pergunta garotinho! Agora a gente está indo para Israel, mas antes a gente vai dar uma passadinha numa montanha muuuito importante, onde eu conversei com D’us pela primeira vez, o Monte Sinai e lá a gente vai receber um presente maravilhoso Dele: a Torah!
-Que legaaaal! Mas Moshê, eu posso te perguntar uma coisinha?
-É claro que pode!
-A gente vai fazer uma festa pra lembrar disso que aconteceu hoje?
-É claro que vamos! A partir de hoje, toda a vez que chegar esta data, a gente vai fazer uma festança, com muita comida, bebida, amigos e parentes. O nome desta festa vai ser Pessach.
-Pessach? Mas por que Pessach?
-Por que Pessach quer dizer saltar por cima e isso foi o que a última praga fez: Ela saltou por cima das nossas casas, atingindo somente os malvados.
-Que legaaal! Agora vamos titio Moshê, por que eu estou com muita,muita, muita pressa! A gente tem que andar mais rápido!
-Mais rápido? Mas rápido por que? Para chegar logo a Israel? Para receber logo a Torah?
-Nããão titio Moshê! Eu quero andar rápido para alcançar logo a minha mamãe, por que ela está com a minha sacolinha de brinquedos e eu quero brincar com a minha boneca.
-E eu, com o meu carrinho!

Pessach Sameach para todos!!!
Vivam as crianças!More Ventura!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Judeuzinho cara de pau! kkk!

  • Os seguintes comentários foram tecidos por pessoas que assistiram a este vídeo que postei no youtube.
    Para mim o andamento e a conclusão desta discussão é uma aula de atuação baseada no diálogo paciente e na persistência em manter o alto nível.
    Assistam, leiam e comentem.
    E se você é daqueles que pensam que:
    "Quem é contra sempre será contra!"
    Repense!




    Sandro para More Ventura:  
    KKK! Judeuzinho cara de pau!

    Paulo em resposta a Sandro
    Caro Sandro. Conheco o professor, que voce se refere como " Judeuzinho cara de pau" a algum tempo, e se tem alguma coisa que ele tem é a cara de pau que voce falou.
    Tem cara de pau de chegar todos os dias e enfrentar um bando de babacas, que FALAM MUITO e nao fazem nada por um mundo melhor. O que voce entende sobre a Africa? o que voce faz pela paz mundial e rompimento de preconceitos ? Aposto que nada.

    More Ventura para Sandro:
    Sr Sandro, Não compreendi o por que de ofender me.
    Em primeiro lugar não me conhece e está sendo preconceituoso. Se tivesse um pouco de valor, que é o que parece questionar em minha pessoa, poderia usá-lo para averiguar minha honestidade. Não sei o que você faz da vida. Eu sou professor e atuo no diálogo inter religioso, cultura de paz e projetos em comunidades carentes, com líderes locais. Sou judeu com muito orgulho e Brasileiro orgulhoso e atuante. E você?
    Posso até compreender o preconceito quando não se tem a oportunidade de conversar ou interagir com as pessoas ou com o grupo o qual se discrimina, porem não é este o caso sr Sandro. Aqui temos a possibilidade de trocar ideias, porem obviamente num nível elevado. Espero que aproveite a oportunidade, eu mesmo rompi muitos dos preconceitos com os quais fui educado.


    Sandro para More Ventura:
    Não vou perder tempo com voce, acho que é demagogo, judeu falando de dinheiro e valores espirituais não combina muito, só isso. boa noite e fica na sua demagogia idiota, quanto a assistencialismo não ajuda o mundo voce sabe disso, precisamos de ter mais investimento na educação desse povo, pede para as corporações de judeus espalhadas pelo mundo para ajudar os africanos por exemplo.

    Caco a Sandro:
    Que comentario infeliz "judeu falando de dinheiro e valores espirituais nao combina", e "demagogia" judeu falar de valores espirituais. Sr Sandro, eh obvio q o sr tem a ideia pre concebida (preconceito) de que os judeus sao malvados que mandam no mundo. Pergunto ao sr. De onde acha que vem os valores espirituais da sociedade ocidental? Aconselho q estude. Estude tb qual o tamanho da filantropia oriunda de judeus e instituicoes judaicas q beneficia tanto judeus como nao judeus pelo mundo



    More Ventura para Sandro:
    Sua afirmação só comprova seu preconceito!
    1-Não sou demagogo, pois vivo estes valores e sou conhecido dentro e fora da comunidade judaica por isso.
    2-Concordo que assistencialismo não ajuda o mundo, por isso não o pratico.
    3-Não falei de assistencialismo, falei do valor desproporcional que se da ao dinheiro nesta sociedade, independente de religião ou classe social. Todos querem marcas e aparelhos de última geração.
    5-Não represento as corporações que você citou, pois nós judeus somos indivíduos e não parte de corporações.
    6-Existem associações de judeus que ajudam através de seus projetos populações africanas. É só pesquisar antes de falar.
    7-Aqui no Brasil também existem muitíssimos projetos de EDUCAÇÃO patrocinado por instituições judaicas para a população em geral. De novo: "É só vc pesquisar".
    8-Você está tomando todos os judeus, por uma pequena parcela q constitui sua elite financeira.

    Julio a More Ventura.
    Então cara, eu acho mancada prejulgar uma pessoa sem conhecer, e vc aparenta ser um cara do bem. Mas acho que as criticas ai embaixo se devem a um JUDEU dizer sobre o valor excessivo dado ao dinheiro rsrs.. chega a ser ironico. Vc pode não representar, mas tambem não pode negar que o mundo é controlado por corporações de judeus, Bancos de judeus , (Rothschild), midia de judeus, etc. Talvez seja a associação Judeu x Exploração . Faça um video sobre isso, que tal?

    Caco a Julio:
    Julio, ha clara incoerencia em suas palavras. Acha errado prejulgar, mas imediatamente, na sequencia, prejulga a todos os judeus dizendo q controlamos o mundo e exploramos as pessoas. Dou a vc o mesmo conselho q dei ao Sandro , q teve a coragem de se desculpar. Estude, estude e vera, p. Ex q os maiores bancos brasileiros nao sao de judeus, q o presidente dos eua tem ascendencia arabe, q a grande maioria das resoluções da onu nao atende aos interesses de um estado judaico, q ha judeus em péssima situação financeira.

    More Ventura a Julio:
    Caro hermano Julio! Em primeiro lugar lhe cumprimento pela disposição em dialogar!
    Em relação aos Rotchild... N sei se andam tão bem das pernas, ouvi dizer q um deles aqui em SP andou leiloando objetos de casa p pagar dívidas. Quanto ao domínio judaico do mundo, confesso lhe que se existe, n faço parte dele, pois to com dividas p caramba... nem fechar o mês to conseguindo! Por outro lado amigo, certamente existem judeus muito ricos, mas tbm tem muitíssimos carentes. Enfim.... + um estereótipo...

    Julio para Caco:
    Não cara, blz. Eu não conheco vcs pessoalmente, não sei como são, e é leviano de minha parte julgar alguem que sequer vi! O que posso ter feito é generalizado uma cultura, um povo, que, sabemos por "estereotipo' ser um povo explorador. Foi nesse sentido minha critica. mas suas colocações vão desfazendo um pré-conceito que temos. Vamos ae! conversando e debatendo para desfazermos mitos

    Julio a More Ventura:
    Explicação plenamente aceita! de fato nos apegamos a estereotipos sim! E acredito no seu relato que vive modestamente. Enfim... procuro não ser preconceituoso. mas as veze somos, mas ainda bem que temos a humildade de rever nossos conceitos. é bom a visão de um judeu como vc, que desfaz nossos prejulgamentos.
    Solicito desculpas a comunidade judaica e ao professor por meus comentários, tem dia que a gente não está num dia bom e acaba exagerando e até ofendendo, mas retirei os comentários e espero que tudo fique resolvido, abraço fraternal a todos.

    Caco a Sandro:
    Sandro, o cumprimento pela capacidade de reflexão e pela humildade em pedir desculpas